TV Globo tem pior mês no ibope em quase dois anos

A Rede Globo, que vem investindo milhões de reais no mercado streaming, TV paga e outras plataformas, continua vendo a audiência despencar na TV aberta.

Dados exclusivos de audiência publicados na coluna de Ricardo Feltrin, do UOL, mostram que no mês de outubro a Globo fechou com 11,4 pontos de audiência no país (medição 24 horas, cada ponto vale por cerca de 254 mil domicílios).

Apesar de manter a liderança absoluta, com ampla vantagem sobre a RecordTV, segunda colocada, mesmo assim foi o pior resultado mensal da emissora desde janeiro de 2019.

A queda foi tão expressiva a ponto de ser o pior outubro desde 2015.

E não são apenas os pontos no Ibope que estão caindo, mas a participação da Globo no universo de TVs ligadas (chamado de “share’) também.

A TV Globo no mês de outubro registrou 30,8% (cerca de 31 em cada 100 TVs ligadas). Em outubro de 2019, para comparação, esse índice foi de 35,5%.

Na comparação de outubro com setembro, todas as TVs abertas —exceto a Record — registraram queda.

A Record passou de 4,3 pontos para 4,6.

Todos os dados publicados com exclusividade pela coluna de Ricardo Feltrin, do UOL, foram apurados pela Kantar Ibope Media, mas obtidos junto a fontes nas TVs. Por cláusula contratual, a Kantar não pode divulgar esses dados à imprensa.

Conexão Política

‘Estou pronto’, diz Huck a empresários – os bastidores do jantar

Luciano Huck chegou por volta das 20h da quarta-feira, 11, na casa de João Carlos Camargo, proprietário da rádio Alpha FM, em São Paulo. Era uma reunião marcada a pedido de Claudio Lottenberg, o presidente do Conselho Deliberativo do Hospital Albert Einstein, e que reuniria oito empresários. Para a surpresa de Huck, a mesa contava com 23 lugares. A notícia de que o apresentador da TV Globo havia se encontrado com o ex-ministro Sergio Moro fez a procura pelos convites crescerem ao longo da semana. Segundo relatos dos presentes a VEJA, Huck admitiu pela primeira vez que se sente preparado para disputar a Presidência da República em 2022.

A afirmação foi feita por Huck após uma pergunta de Antônio Alberto Saraiva, proprietário da rede Habib’s. “E agora, Luciano? Vai ou não vai?”, questionou o empresário. “Da outra vez, achava que não estava pronto. Agora, eu estou. Mas a decisão não está tomada”, respondeu Huck, que desistiu de concorrer ao cargo em 2018.

O apresentador foi sabatinado por cerca de três horas. Além de Saraiva, estavam presentes outros empresários que apoiaram a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência, entre eles Flávio Rocha (Riachuello) e Washington Cinel (Gocil), e representantes de instituições do mercado financeiro, como a XP Investimentos e o BTG Pactual. Os advogados Arnoldo Wald Filho e Heleno Torres também estavam na reunião, assim como o líder do movimento político RenovaBR, Eduardo Mufarrej, e o economista Daniel Goldberg, gestor da Farallon e que chegou ao jantar no mesmo carro de Huck. No cardápio, tartar de salmão, medalhão ao molho mostarda e, claro, vinhos.

Huck abriu a noite com uma apresentação de quatro minutos. Ele disse que via a oportunidade de construir um projeto político para o país como um “chamado geracional”, já que “ninguém da minha geração deu a cara para bater e para deixar um país melhor para os seus filhos”. Huck afirmou que desde 2018 está estudando o Brasil e que hoje tem a capacidade de “agregar gente e talento” para “tirar o país do lamaçal”. Para isso, o apresentador acredita que a polarização entre Bolsonaro e Lula precisa ser superada. “Esse não é um projeto personalista. Não me preocupo com o que falarão de mim. Se você é honesto, técnico e faz oposição ao Bolsonaro, então estou disposto a conversar com você”, disse, segundo relatos dos presentes.

O apresentador também foi questionado por Flávio Rocha sobre o conservadorismo no campo dos costumes. “Não sou conservador culturalmente e não vou mentir sobre isso”, respondeu. Huck aproveitou o momento para dizer que os presentes teriam de aprender a conviver com essa diferença e que “não adianta nada dizer que é conservador e trocar o ministro da Educação toda hora”. Por diversas vezes, Huck afirmou que o projeto político no qual acredita deve ter a educação e a saúde como prioridades. Também falou sobre pensar novas formas de organização urbana que melhorem a qualidade de vida nas favelas, uma área esquecida pelos políticos, segundo ele.

Em outro ponto que foi elogiado pelos empresários, Huck afirmou que um país precisa escolher um tema para dar certo. “Não vamos fazer chips melhores do que a China. Não vamos fornecer mão de obra mais barata que o México nem fazer roupas melhores que o Vietnã. O Brasil deveria ser uma potência verde e aproveitar o momento para criar um mercado cativo. E estamos jogando a chance pela janela”, declarou.

Quando foi questionado sobre quais políticos poderiam fazer parte do seu projeto, Huck citou o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), o ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e Sergio Moro.

O jantar terminou com uma fala do pai do apresentador, o advogado Hermes Marcelo Huck. “Nenhum pai quer que o filho seja candidato à Presidência. Mas, se ele sair, vou apoiar incondicionalmente”, disse o jurista. Todos se levantaram e foram embora por volta de 23 horas.

Veja

Na guerra contra a Netflix, Globoplay se alia ao Disney+

A aguardada plataforma de streaming Disney+ chegará ao Brasil no dia 17 de novembro, mas já vem fazendo barulho. Nesta terça-feira, 3, a Disney divulgou o valor da pré-venda de um pacote de assinatura anual. O anúncio foi seguido por outro mais surpreendente: o Globoplay, plataforma da rede Globo, terá uma parceria com o Disney+. Será possível adquirir uma assinatura única dos dois serviços, com valores a partir de 37,90 reais por mês. A mensalidade representa um desconto de 10 reais quando somadas as assinaturas básicas de ambos (27,90 reais do Disney+ e os 19,90 reais do Globoplay).

O combo prova que o Globoplay está mais do que preparado para o embate dos streamings. No Brasil, a plataforma é a segunda mais popular atrás da líder e pioneira Netflix. Dona de um robusto catálogo nacional, que tem até ressuscitado novelas antigas da emissora carioca, o Globoplay, recentemente, se tornou também a plataforma ao vivo de todos os canais pagos da marca Globo, agregando assim mais conteúdo — estratégia coroada pelo acordo com o Disney+.

Há anos a Globo exibe em sua grade produções da Disney. Não era esperado, porém, que a parceria da TV migraria para o streaming. Nos últimos meses, a Disney retirou gradualmente suas produções de outras plataformas no Brasil, para concentrá-las em seu catálogo. Com a exclusividade, espera-se que os amantes de franquias como Marvel ou das famosas animações da Pixar adicionem a assinatura do Disney+ às contas mensais — valores que quanto mais crescem para o cliente, mais acirram a competição entre as plataformas pelo coração (e cartões de crédito) dos assinantes.

Veja

Antonio Fagundes tem contrato encerrado na Globo, mas pode voltar em ‘Pantanal’

Foto: Divulgação

Antonio Fagundes não terá seu contrato com a Globo renovado, confirmou a equipe de comunicação da emissora nesta terça-feira (15). “A Globo está adotando novas dinâmicas de relação com seus talentos. Assim, o contrato com o Fagundes foi encerrado e devemos negociar o retorno dele para Pantanal”, informou. Na emissora desde 1970, Antonio Fagundes ficou marcado por papéis como Bruno Mezenga, em “O Rei do Gado”, Juvenal Antena, de “Duas Caras” e Pedro, dupla de Bino (Stênio Garcia) nas duas versões de “Carga Pesada”. Seu trabalho mais recente foi na novela “Bom Sucesso”, que chegou ao fim em janeiro de 2020. Neste mês de setembro, a emissora confirmou que comprou os direitos da novela “Pantanal”, originalmente exibida em 1990, na extinta TV Manchete. As negociações com Antonio Fagundes refletem a postura de que os atores sem vínculo com a Globo podem continuar trabalhando por obra.