NOTA DE ESCLARECIMENTO

ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
MUNICÍPIO DE PARNAMIRIM
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE
UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO – NOVA ESPERANÇA
SETOR DA CLÍNICA MÉDICA

Através desta, viemos prestar esclarecimento sobre acusação de negligência médica por parte dos familiares da paciente MARIA ROBERLÂNDIA DE CARVALHO GOMES, 47 anos. Familiares da mesma alegam que a mesma “procurou a upa sob orientação médica para realizar teste para coronavírus”.
A mesma foi atendida no serviço em 17/03/2020, terça-feira à noite, com relato de trabalhar em locadora de veículos, em Nova Parnamirim e sem história de contato com pessoas com suspeita ou caso confirmado de Covid-19 e sem histórico de viagem ao exterior ou de contato com pessoas que viajaram. Foi explicado à paciente, assim como está sendo passado à toda população que: o teste para COVID-19 é realizado apenas em casos suspeitos – confirmado e relatado também em 19/03/2020 ao médico plantonista de sala vermelha. A mesma apresentava quadro compatível com quadro bacteriano, inclusive esta foi a mesma suspeita de médico que à avaliou previamente.
Relatou-se que a mesma vinha com quadro de sintomas gripais arrastado há aproximadamente 03 semanas, com piora há 7 dias, evoluindo com inapetência, adinamia, dispneia e mantendo febre e tosse. A mesma negou hipertensão, tabagismo, diabetes mellitus e asma. A mesma havia sido atendida por médico particular, em consulta ambulatorial, em setor privado, que a encaminhou para realizar exames laboratoriais sobre hipótese diagnóstica de quadro pneumônico. À avaliação apresentava-se com queixa de dispneia – desconforto respiratório + ruídos creptantes à ausculta pulmonar – condizente mais ainda com quadro infeccioso e, foram instituídas medidas terapêuticas, com melhora dos sintomas. Exames laboratoriais confirmaram que não apresentava quadro infeccioso (sem leucocitose) e, após melhora clínica, não demandava à avaliação médica a necessidade de internamento hospitalar. Ao final, a mesma foi liberada em uso de amoxicilina + clavulanato e sintomáticos e orientada a retornar ao serviço em caso de qualquer agravo clínico. Explicou-se também que a melhora clínica geralmente se inicia 48 após instituída terapêutica, porém a mesma deveria também retornar ao serviço também se não evoluísse com melhora, para realizar novos exames laboratoriais.
Na madrugada de 18/03/2020 para 19/03/2020, à mesma foi admitida no serviço trazida pelo SAMU, que debateu possibilidade de COVID-19 durante regulação, mas quadro falava mais à favor de infecção e não havia histórico de contato com infectados com o vírus (SEM EPIDEMIOLGIA COMPATÍVEL COM COVID-19) A mesma se encontrava em uso de amoxicilina com clavulanato – conduta de atendimento prévio e foi recebida pelo plantonista da noite estando com agravo de quadro dispneico, com queda de saturação de oxigênio sendo interrogada complicação para pneumônica – paciente recebida via regulação. A mesma foi recebida e mantida em sala de estabilização para medidas terapêuticas medicamentosas para desconforto respiratório, oxigenioterapia – máscara de venturi, com antibioticoterapia endovenosa, mantendo-se estável e foi realizada coleta de exames laboratoriais, gasometria arterial e monitorização contínua. Exames laboratoriais evidenciaram quadro infeccioso com leucocitose elevada.
No plantão diurno de 19/03/2020 a mesma evolui com franca insuficiência respiratória, sendo procedida intubação orotraqueal, em sala vermelha e iniciada ventilação mecânica, além de novas medidas terapêuticas medicamentosas e coleta de nova gasometria arterial para manejo clínico e intensivo. Apesar de bom padrão respiratório, a paciente não respondeu à medidas terapêuticas, mantendo saturação de oxigênio baixa e evoluiu com PCR (parada cardiorrespiratória) em assitolia (ritmo não chocável), sem retorno de circulação após RCP (ressuscitação cardiopulmonar) às 09:58.

CONFORME PRONTUÁRIOS DE ATENDIMENTO E DIÁLOGO COM PLANTONISTAS QUE ATENDERAM À REFERIDA PACIENTE E, COMO RELATADO ACIMA, TEMOS QUE A MESMA NÃO SE ENQUADRAVA EM QUADRO COMPATÍVEL OU EPIDEMIOLÓGICO PARA COVID-19 E SIM COM DIAGNÓSTICO DE INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA AGUDA POR COMPLICAÇÃO PARAPNEUMÔNICA/SEPSIS (INFECÇÃO GENERALIZADA). O QUE NÃO IMPEDE UMA CONTAMINAÇÃO POSTERIOR PELO VÍRUS.

ENCAMINHADA AO SVO (SERVIÇO DE VERIFICAÇÃO DE ÓBITO) PARA CONFIRMAÇÃO DE CAUSA MORTIS.

À NÍVEL DE ESCLARECIMENTO, NOS CASOS DE SUSPEITA DE COVID-19 COM SINTOMAS LEVES, O PACIENTE É COLOCADO EM ISOLAMENTO DOMICILIAR POR 14 DIAS E A EPIDEMIOLOGIA É ACIONADA PARA A COLETA/TESTE SER REALIZADA NO ÂMBITO RESIDENCIAL E, NOS CASOS GRAVES, O PACIENTE É REFERENCIADO PARA O HOSPITAL DE REFERÊNCIA GISELDA TRIGUEIRO E LÁ É COLETADO O MATERIAL PARA REALIZAÇÃO DO TESTE. O RESULTADO DO TESTE SAI EM 7 – 10 DIAS ( REALIZADO EM BELÉM/PARÁ) E NÃO INFLUENCIARIA O PROGNÓSTICO, UMA VEZ QUE O TRATAMENTO INSTITUÍDO É O SINTOMÁTICO DO QUADRO APRESENTADO E O MESMO FOI INSTITUÍDO CORRETAMENTE.

PARNAMIRIM, 19 DE MARÇO DE 2020

DIREÇÃO GERAL E MÉDICA
UNIDADE DE PRONTO-ATENDIMENTO NOVA ESPERANÇA

ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
MUNICÍPIO DE PARNAMIRIM
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE
UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO – NOVA ESPERANÇA
SETOR DA CLÍNICA MÉDICA

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Através desta, viemos prestar esclarecimento sobre acusação de negligência médica por parte dos familiares da paciente MARIA ROBERLÂNDIA DE CARVALHO GOMES, 47 anos. Familiares da mesma alegam que a mesma “procurou a upa sob orientação médica para realizar teste para coronavírus”.
A mesma foi atendida no serviço em 17/03/2020, terça-feira à noite, com relato de trabalhar em locadora de veículos, em Nova Parnamirim e sem história de contato com pessoas com suspeita ou caso confirmado de Covid-19 e sem histórico de viagem ao exterior ou de contato com pessoas que viajaram. Foi explicado à paciente, assim como está sendo passado à toda população que: o teste para COVID-19 é realizado apenas em casos suspeitos – confirmado e relatado também em 19/03/2020 ao médico plantonista de sala vermelha. A mesma apresentava quadro compatível com quadro bacteriano, inclusive esta foi a mesma suspeita de médico que à avaliou previamente.
Relatou-se que a mesma vinha com quadro de sintomas gripais arrastado há aproximadamente 03 semanas, com piora há 7 dias, evoluindo com inapetência, adinamia, dispneia e mantendo febre e tosse. A mesma negou hipertensão, tabagismo, diabetes mellitus e asma. A mesma havia sido atendida por médico particular, em consulta ambulatorial, em setor privado, que a encaminhou para realizar exames laboratoriais sobre hipótese diagnóstica de quadro pneumônico. À avaliação apresentava-se com queixa de dispneia – desconforto respiratório + ruídos creptantes à ausculta pulmonar – condizente mais ainda com quadro infeccioso e, foram instituídas medidas terapêuticas, com melhora dos sintomas. Exames laboratoriais confirmaram que não apresentava quadro infeccioso (sem leucocitose) e, após melhora clínica, não demandava à avaliação médica a necessidade de internamento hospitalar. Ao final, a mesma foi liberada em uso de amoxicilina + clavulanato e sintomáticos e orientada a retornar ao serviço em caso de qualquer agravo clínico. Explicou-se também que a melhora clínica geralmente se inicia 48 após instituída terapêutica, porém a mesma deveria também retornar ao serviço também se não evoluísse com melhora, para realizar novos exames laboratoriais.
Na madrugada de 18/03/2020 para 19/03/2020, à mesma foi admitida no serviço trazida pelo SAMU, que debateu possibilidade de COVID-19 durante regulação, mas quadro falava mais à favor de infecção e não havia histórico de contato com infectados com o vírus (SEM EPIDEMIOLGIA COMPATÍVEL COM COVID-19) A mesma se encontrava em uso de amoxicilina com clavulanato – conduta de atendimento prévio e foi recebida pelo plantonista da noite estando com agravo de quadro dispneico, com queda de saturação de oxigênio sendo interrogada complicação para pneumônica – paciente recebida via regulação. A mesma foi recebida e mantida em sala de estabilização para medidas terapêuticas medicamentosas para desconforto respiratório, oxigenioterapia – máscara de venturi, com antibioticoterapia endovenosa, mantendo-se estável e foi realizada coleta de exames laboratoriais, gasometria arterial e monitorização contínua. Exames laboratoriais evidenciaram quadro infeccioso com leucocitose elevada.
No plantão diurno de 19/03/2020 a mesma evolui com franca insuficiência respiratória, sendo procedida intubação orotraqueal, em sala vermelha e iniciada ventilação mecânica, além de novas medidas terapêuticas medicamentosas e coleta de nova gasometria arterial para manejo clínico e intensivo. Apesar de bom padrão respiratório, a paciente não respondeu à medidas terapêuticas, mantendo saturação de oxigênio baixa e evoluiu com PCR (parada cardiorrespiratória) em assitolia (ritmo não chocável), sem retorno de circulação após RCP (ressuscitação cardiopulmonar) às 09:58.

CONFORME PRONTUÁRIOS DE ATENDIMENTO E DIÁLOGO COM PLANTONISTAS QUE ATENDERAM À REFERIDA PACIENTE E, COMO RELATADO ACIMA, TEMOS QUE A MESMA NÃO SE ENQUADRAVA EM QUADRO COMPATÍVEL OU EPIDEMIOLÓGICO PARA COVID-19 E SIM COM DIAGNÓSTICO DE INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA AGUDA POR COMPLICAÇÃO PARAPNEUMÔNICA/SEPSIS (INFECÇÃO GENERALIZADA). O QUE NÃO IMPEDE UMA CONTAMINAÇÃO POSTERIOR PELO VÍRUS.

ENCAMINHADA AO SVO (SERVIÇO DE VERIFICAÇÃO DE ÓBITO) PARA CONFIRMAÇÃO DE CAUSA MORTIS.

À NÍVEL DE ESCLARECIMENTO, NOS CASOS DE SUSPEITA DE COVID-19 COM SINTOMAS LEVES, O PACIENTE É COLOCADO EM ISOLAMENTO DOMICILIAR POR 14 DIAS E A EPIDEMIOLOGIA É ACIONADA PARA A COLETA/TESTE SER REALIZADA NO ÂMBITO RESIDENCIAL E, NOS CASOS GRAVES, O PACIENTE É REFERENCIADO PARA O HOSPITAL DE REFERÊNCIA GISELDA TRIGUEIRO E LÁ É COLETADO O MATERIAL PARA REALIZAÇÃO DO TESTE. O RESULTADO DO TESTE SAI EM 7 – 10 DIAS ( REALIZADO EM BELÉM/PARÁ) E NÃO INFLUENCIARIA O PROGNÓSTICO, UMA VEZ QUE O TRATAMENTO INSTITUÍDO É O SINTOMÁTICO DO QUADRO APRESENTADO E O MESMO FOI INSTITUÍDO CORRETAMENTE.

PARNAMIRIM, 19 DE MARÇO DE 2020

DIREÇÃO GERAL E MÉDICA
UNIDADE DE PRONTO-ATENDIMENTO NOVA ESPERANÇA

Sarampo: estados recebem doses extras da vacina tríplice viral

As secretarias de Saúde de todos os estados começaram a receber esta semana as doses extras da vacina tríplice viral, para garantir a imunização extra contra o sarampo em todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias. De acordo com o Ministério da Saúde, 1,6 milhão de doses estão sendo distribuídas.

Desse total, 960 mil e 907 doses foram enviadas para os 13 estados que estão em situação de surto ativo de sarampo. O estado de São Paulo, que concentra 99% dos casos e registra uma morte pela doença este ano, recebeu o maior número de doses (56%).

“A vítima foi um homem de 42 anos, que não tinha recebido nenhuma dose da vacina ao longo da vida, e tinha histórico de comorbidade, ou seja, com um quadro de várias doenças. Nessa faixa etária, a pessoa deve ter pelo menos uma dose da vacina”, informou o ministério.

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, disse que o ministério trabalha para erradicar a doença e recuperar o certificado de eliminação do sarampo no Brasil. “Para isso, a pasta tem atuado de forma integrada com os estados e municípios, para intensificar as ações de cobertura vacinal na rotina, além das vacinações de reforço nas crianças, que é a faixa etária com maior risco para complicação em decorrência da doença, e de bloqueio”, disse.

A vacina tríplice viral está disponível nos mais de 36 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil. Ela previne também contra rubéola e caxumba.

(Agência Brasil)

Secretaria de Saúde confirma primeiro caso de sarampo em Natal após 19 anos

Um homem foi diagnosticado com sarampo em Natal, a informação foi confirmada nesta sexta-feira, 26, pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Segundo a secretaria, este é o primeiro registro da doença em 19 anos na capital potiguar.

O homem viajou para São Paulo e retornou à Natal com os sintomas do sarampo. Ele procurou atendimento médico e foi constatada a doença.

A SMS comunicou que vai realizar uma coletiva na manhã de segunda-feira, 29, para comentar o caso.

(Agora rn)

Programa que vai rever Mais Médicos será lançado na próxima semana

 

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou, no Rio de Janeiro, que será lançado na próxima semana o programa que vai reestruturar o Mais Médicos.

“A Casa Civil e a Presidência da República deram o OK. Na semana que vem, a gente lança o Médicos pelo Brasil, que é o novo programa que vai rever o programa Mais Médicos”, disse.

Segundo o ministro, o dia do anúncio na próxima semana depende da agenda do presidente Jair Bolsonaro. “Isso também é reforçar a atenção primária. É basicamente direcionado para a atenção primária, praticamente voltado para o que a gente chama de Brasil profundo, as cidades mais vulneráveis”, destacou.

Ele acrescentou que nas cidades do interior é onde, muitas vezes, as campanhas públicas têm “menos apelo”. “É no interior do Brasil que eu tenho mais dificuldades para usar capacete para motocicleta”, exemplificou.

(ABr)

Médicos retomam atendimentos pelo SUS em hospitais do RN após acordo

Cooperativas médicas decidiram retomar os atendimentos à população nos procedimentos de alta e média complexidade realizados em hospitais privados e filantrópicos do estado, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), após firmarem um acordo de pagamento. A maior queixa feita pelos profissionais é com relação aos atrasos de pagamentos do Governo do Rio Grande do Norte acumulados desde o início deste ano.

Em reunião nesta sexta-feira, 5, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) transferiu uma parte da dívida, no valor de R$ 1,2 milhão para a conta da Secretaria Municipal de Saúde de Natal, responsável por repassar o valor às cooperativas. A Sesap também firmou o compromisso de realizar os pagamentos atrasados de forma escalonada e quitar a dívida referente a fevereiro até o final deste mês.

Além da discussão a respeito da retomada das atividades nos hospitais, durante a reunião, os gestores da pasta e diretores da CoopMed e Coopanest definiram um grupo de trabalho que atuará na ampliação do convênio.

(Agora rn)

Varela retoma cirurgias após Governo garantir repasses e novo convênio

O Governo do Estado vai fazer o repasse da quarta parcela do convênio com o Hospital Infantil Varela Santiago referente ao ano de 2018 até o próximo dia 15. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 1º, em reunião da governadora Fátima Bezerra com a direção do Hospital.

“Reconhecemos a importante atuação do Hospital Varela Santiago na atenção à saúde infantil no RN. Apesar das dificuldades e dos atrasos herdados da gestão anterior, o Governo do Estado vai fazer o repasse da quarta parcela do convênio referente a 2018”, afirmou a chefe do Executivo estadual.

A parcela não quitada de 2018 é no valor de R$ 575 mil. Outra medida adotada nesta segunda-feira foi a liberação de R$ 159 mil para o pagamento de quimioterapia. Também ficou acordado que o Governo do Estado vai definir as condições para o convênio referente a 2019 no valor de até R$ 1,15 milhão.

O novo convênio será discutido também com a prefeitura de Natal. Ainda ficou definido que a administração estadual dará continuidade ao processo de habilitação de novos serviços a serem prestados pelo Varela Santiago como o de cirurgias lábio palatinas, o que vai evitar o deslocamento dos pacientes e familiares a outros estados e reduzir o custo das cirurgias.

O diretor do Hospital Varela Santiago, médico Paulo Xavier, disse que os principais problemas enfrentados pela instituição foram equacionados e as 80 cirurgias que haviam sido adiadas serão remarcadas.

“Vamos imediatamente remarcar as cirurgias. Hoje atendemos crianças de todo o estado. Fazemos 90% do atendimento infantil e utilizando toda a nossa capacidade que é de 110 leitos. A reunião foi muito positiva, os serviços ficam mantidos e as cirurgias serão remarcadas”, afirmou Paulo Xavier.

Na reunião, a governadora Fátima Bezerra esteve acompanhada pelo vice-governador Antenor Roberto, pelos secretários de estado da Saúde, Cipriano Vasconcelos, do Gabinete Civil, Raimundo Alves, secretário adjunto da Saúde, Petrônio Spinelli, e a assessora especial do governo, Laíssa Costa. A Assembleia Legislativa foi representada pelos deputados Francisco Medeiros, Isolda Dantas, Eudiane Macedo, Nélter Queiroz, George Soares e Ubaldo Fernandes.

(Agora rn)

Walfredo Gurgel atende um caso de lesão por arma de fogo a cada 12 horas

O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel está localizado no bairro de Lagoa Nova, na zona Sul de Natal, mas bem que poderia estar situado em uma zona de guerra. A estrutura hospitalar recebeu, entre 1º janeiro até o último dia 18 de junho, um total de 333 pessoas feridas por armas de fogo, o que representa um atendimento a cada 12 horas.

As informações saíram de um levantamento preliminar obtido pelo Agora RN, a partir de dados fornecidos pelo setor de estatísticas do Walfredo Gurgel, a maior unidade de urgência e emergência do Rio Grande do Norte. Os dados apresentados não informam o número total de óbitos registrados no atendimento de emergencial.

Ainda de acordo com as estatísticas do Hospital Walfredo Gurgel, em 2018, foram atendidas 940 pessoas com lesões provocadas por armas de fogo. Já em 2017, o número foi de 1.088 casos. Desta forma, houve uma redução de 13,6% no número de atendimentos deste tipo.

Mesmo os potiguares não vivendo uma guerra civil, o Rio Grande do Norte apresenta altas taxas de mortes violentas. Ao longo dos últimos dez anos, os homicídios  aumentaram 229%. Hoje, o Estado o ocupa a posição de mais violento de todo o País. Em números absolutos, foram 589 assassinatos em 2007. O número subiu para 2.203 em 2017.

De acordo com dados do Atlas da Violência, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o registro representa taxa de 60,2 mortes por grupo de 100 mil habitantes.

Os números da violência em terras potiguares são superiores à de regiões mergulhadas em conflitos armados, como o Iraque, que ainda sofre com a disputa territorial entre grupos fundamentalistas (Estado islâmico) e as forças estatais. Em 2017, segundo as informações das Organizações das Nações Unidas, a taxa de mortes violentas no país asiático foi de 34,4 mortes por grupo de 100 mil habitantes.

Os números da violência no Rio Grande do Norte encontram eco na atual discussão sobre as mudanças no porte de armas, a partir do Decreto 9785/19, editado em maio pelo presidente Jair Bolsonaro. O texto foi rejeitado pelo Senado Federa, mas agora está em discussão na Câmara dos Deputados. Especialistas que defendem o maior controle das armas argumentam que, caso o projeto  de lei entre em vigor, os números de violência poderão crescer ainda mais.

Para efeito de comparação, ao longo dos últimos quatro anos, segundo dados do Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou R$ 191,33 milhões com atendimentos de pessoas baleadas em todo o Brasil.

(Agora RN)