Parnamirm faz história ao homenagear o imortal padre João Medeiros Filho

Em uma sessão bastante concorrida, promovida pelo vereador Abidene Salustiano, a Câmara Municipal de Parnamirim presta duas homenagens ao imortal padre João Medeiros Filho. A primeira honraria, foi o título de cidadão Parnamirinense e a segunda honraria foi alusiva aos 54 anos de ordenação sacerdotal do homenageado. Os amigos e familiares lotaram as dependências do plenário, compareceram ao evento várias autoridades, representante do judiciário, desembargador Amílcar Maia, o prefeito da cidade de Jucurutu, Valdir Medeiros, ex-secretários da prefeitura de Parnamirim, os arcebispos eméritos, Dom Matias Patrício de Macedo e Dom Heitor de Araújo Sales, Monsenhor Lucas Batista Neto, as irmãs da congregação de Emaús. Em seu brilhante e erudito discurso, o padre João Medeiros citou os clássicos literários, como a Ilíada de Homero e a Bíblia Sagrada, bem como ressaltou o conceito de cidadania, como sendo “[…] conjunto de direitos e deveres exercidos por um indivíduo que vive em sociedade[…]” e enfatizou a importância do exercício dessa. O homenageado dedicou a honraria recebida aos profissionais da área da saúde e da educação, ademais rememorou os momentos em que contribuiu para a formação católica dos militares e da comunidade Parnamirinense, assim como as relações de amizade que mantinha com o então prefeito Agnelo Alves. O padre João como educador parabenizou o vereador Abidene Salustiano pelo projeto biblioteca itinerante disponibilizada aos munícipes Parnamirinenses. Em todos os momentos da cerimônia, o padre João Medeiros emocionou a plateia com seus ensinamentos, rememorando conceitos do direito, da filosofia e da vida cristã. Além disso, destacou a importância da prática da cidadania para promoção de uma convivência mais harmônica na sociedade hodierna.

A era da impaciência

 

Padre João Medeiros Filho

Vive-se na sociedade dos apressados, agitados e impacientes. Verificam-se manifestações nesse sentido no trânsito, nas filas, nos atendimentos em geral, nas celebrações religiosas etc. Alguns terapeutas afirmam que 60% dos seus pacientes padecem dessa morbidade. As novas tecnologias estão mudando a maneira de percepção da realidade cronológica e o modo de viver das pessoas. Às vezes, tudo parece se acelerar. Então, a impaciência aumenta. Constata-se que, por conta disso, muitos vivem presos à cronometria e se tornam escravos dos relógios.

Não raro, tem-se a impressão de que o tempo voa, alimentado por um invento que se tornou extensão de nosso corpo: o inseparável telefone celular (smartphone). Este parece sempre disposto a oferecer novidades. Porém, de forma adversa, há ocasiões em que tal instrumento funciona como um algoz. Existem momentos, em que se espera uma resposta, a qual tarda a chegar. Recentemente, a psicóloga australiana A. McLoughlin publicou um estudo, demonstrando que o corpo humano percebe o tempo de maneira diferente, quando se permanece longos períodos conectados a dispositivos elétricos ou eletrônicos. Outra pesquisa, realizada na Universidade de Harvard, comprovou que nos indivíduos de sociedades tecnocêntricas os relógios biológicos e internos manifestam-se com um ritmo célere e descontrolado. Isso pode ser útil para se trabalhar com mais rapidez. No entanto, faz com que as pessoas se sintam pressionadas e nervosas. À medida que a marcha de nossas vidas se acelera, sente-se subjetivamente o tempo disponível diminuir. Isto faz os seres humanos mais impacientes. Alguns cientistas afirmam que a percepção temporal está ligada às nossas emoções. Se tudo está bem, passa mais rápido. Quando se está com dificuldades e problemas, pensa-se que ele fica mais lento. O modo como o cérebro humano o percebe, continua ainda sendo um mundo de incógnitas para os pesquisadores.

É muito conhecida a poesia-oração do padre Michel Quoist, em seu livro Poemas para rezar, quando afirma: “Senhor, os homens passam correndo pela terra: apressados, atropelados, sobrecarregados, enlouquecidos, assoberbados. Correm todos, para não perder tempo, para recuperar o tempo, para ganhar tempo. No entanto, Jesus Cristo já advertia sobre a pressa e a agitação: “Quem de vós com toda a sua preocupação pode acrescentar um só dia à sua vida?” (Mt 6, 27; Lc 12, 25). O apóstolo Paulo dirigindo-se ao bispo Timóteo recomenda: “Ao discípulo do Senhor… convém que seja manso para com todos, saiba ensinar e seja sempre paciente” (2Tm 2, 24).

Mas, a questão atual é saber se a vida está transcorrendo mais rápido do que antes. A pressa, a falta de oportunidade para encontros, conversas, leitura, reflexão e até mesmo oração levam a esse questionamento. Uma conclusão deve ser tirada. O tempo não nos pertence. Por mais que se queira, ele nos vence e poderá tonar-se um grande inimigo dos seres humanos. A impaciência não modifica nem melhora a situação. Nota-se que, quanto mais estímulos e compromissos para as pessoas, ele parece mais apressado. No entanto, é fundamental perguntar: vive-se melhor nos dias atuais? Muitos respondem de forma negativa, pois a sobrecarga de informações revela-se como uma fonte de estresse. Quando este aumenta, afeta a percepção do tempo e da vida. Se alguém não está bem, tudo fica mais demorado e lento. O apóstolo Tiago já alertava para a tentação da ansiedade que domina os seres humanos. “O que será de vossa vida? De fato, não passais de uma neblina que se vê por um instante e logo desaparece” (Tg 4, 14). Por que tanto açodamento?

Hoje, há alguns termos menosprezados neste mundo dos vexados, por exemplo: ter paciência e esperar. Isto gera em vários a incerteza. E esta significa muitas vezes sofrimento. O professor Antônio Bayés de Luna, da Universidade de Barcelona, autor do livro “El reloj emocional”, afirma que “é necessário ensinar o valor da espera e da demora”. A Sagrada Escritura caminha nessa direção e tenta nos transmitir isto, como se depreende do Livro do Eclesiastes: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu.” (Ecl 3, 1).

“E agora, José”?

Padre João Medeiros Filho

O poema “José”, de Carlos Drummond de Andrade, publicado em 1942, traduz um sentimento de incerteza, inquietude, bem como a sensação de quem está sem rumo na vida.  Após a euforia das eleições e posses dos governantes, paira no ar análoga percepção.  Muitos brasileiros preocupam-se sobremaneira com a governabilidade. Reina ainda um clima de dúvida e insegurança. O desafio da chegada de novos tempos gera expectativa e apreensão. A adaptação e aceitação de qualquer mudança, por vezes, são dolorosas. Os que fazem oposição dividem-se. Alguns optam pela resistência e combate acirrados. Outros preferem esperar para ver e deixar que o adversário fracasse. Muitos apostam na ingovernabilidade. Resta uma nação dividida e desencontrada.

Nestes últimos meses, famílias se indispuseram e até, em alguns casos, cortaram relações entre seus membros. Amizades de anos se desfizeram e palavras de acusação, raiva e ofensa foram proferidas, onde antes parecia haver entrosamento e reinar harmonia. Muitas coisas foram perdidas e parece bem difícil reencontrá-las. Em suma, verifica-se um ingente desencontro. Nessa contramão atual, o papa Francisco tem falado da importância de construir uma cultura do encontro. Não se trata de mero discurso piedoso do Sumo Pontífice para dizer a todos que se respeitem e se amem. Vive-se por aqui, no momento, o contrário: a cultura da fragmentação e desintegração. Os cristãos não podem capitalizar o ressentimento e deleitar-se com vínculos rompidos e laços quebrados.

Saber encontrar-se é de suma importância. O poeta Vinicius de Morais dizia: “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.” O encontro é inerente ao ser humano. Este é vocacionado para a relação, o afeto e o amor. Quando era arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio várias vezes conclamou seus compatriotas a superar os desencontros e restabelecer na sociedade, pelo diálogo e com esperança, os vínculos culturais, religiosos, sociais e políticos. É o que devem promover atualmente todos os cidadãos brasileiros, motivados especialmente pelas convicções religiosas e inspirados no exemplo de seus líderes e pastores.

A tentação de desânimo diante desta proposta vem carregada da tinta escura da desconfiança e dos ressentimentos. “Os cristãos devem se conscientizar de que são irmãos, e não concorrentes ou inimigos”, reitera Francisco em suas homilias. Como superar a obstinação de pessoas e grupos que parecem falar outra língua, oposta à linguagem da união, da paz e da prosperidade? Como fazer para que a busca do entendimento se transforme em verdadeira cultura, levando ao bom senso e à sabedoria?

Sabe-se que é difícil. Mas sem isso o Brasil não se libertará. O ódio, o fanatismo e a intransigência são forças que afastam e levam à destruição. Mas, a união e a harmonia poderão acontecer. Somos um povo fiel e temente a Deus. “Não ficarão desiludidos os que em Ti esperam” (Sl 25, 3), diz o salmista. Ou ainda, como escreveu o apóstolo Paulo: “Tudo posso Naquele que me fortalece” (Fl 4, 13). O pacto e o encontro ocorrerão, se houver em cada um o desejo de uma pátria justa e humana, edificada sobre valores nacionais, alicerçada na liberdade e na justiça. Tudo será possível, se existir um propósito comum: o bem da nação.

É imperativo que o povo respire um clima de paz, segurança e de um progresso partilhado com todos, vislumbrando a perspectiva de um futuro melhor. Recalcitrar-se nas divergências e em posições antagônicas e antipatrióticas não ajudará o Brasil a conseguir o objetivo de seu desenvolvimento e bem estar. Aprofundar divisões conduzirá ao abismo. É urgente desarmar os espíritos e buscar consensos. Eis a postura verdadeiramente cristã. Sem respeitar as diferenças, elidir o nefasto radicalismo e extirpar o ignominioso e excludente egoísmo partidário, o país chegará ao caos. Isto vale igualmente para o Rio Grande do Norte. A difícil arte do encontro deve fazer-se, ainda que em meio a esse mar de desencontros, no qual se vive hoje. O Brasil e a terra potiguar merecem! É hora dos cristãos mostrarem a força do amor e do perdão, que brotam do Evangelho!

POSSE DOS ELEITOS E ANO NOVO

 

Foto: João Gilberto

PADRE JOÃO MEDEIROS FILHO

O Congresso Nacional e as Assembleias Legislativas reúnem-se hoje, em sessão
extraordinária, para empossar os novos gestores, escolhidos nas últimas eleições. Estão
em recesso, cuja finalidade é proporcionar o contato dos parlamentares com as bases para
ouvir propostas, reinvindicações e críticas. Durante o ano que findou, o Parlamento
Nacional foi mais um palco de polêmicas e ataques entre os blocos de oposição e
governista do que espaço de diálogo e busca de soluções para os verdadeiros e urgentes
problemas da nação. Marco Maciel, quando Ministro da Educação, dirigiu-se a seus
principais assessores, nestes termos: “Preciso de colaboradores, não de bajuladores”. Os
eleitores poderiam também ouvir declarações análogas de seus representantes. Há uma
pergunta que não cala: em seu retorno, como o Congresso irá votar as reformas? A nação
queda-se incrédula diante da insensibilidade social e indiferença da classe política e de
certas autoridades. Quão distantes estão da Sagrada Escritura, quando se refere a Javé, o
Deus Todo-Poderoso: “Ouvi o clamor de meu povo” (Ex 3, 7). A aprovação dos projetos
de emenda constitucional é insuficiente para mudar o Brasil. Não será a solução
automática, como muitos imaginam. A tarefa é bem mais complexa. A reforma necessária
reside primeiramente nas mudanças dentro de nosso tecido sócio-político-cultural. Ocorrerá somente com a transformação radical de mentalidade e condutas individuais ou
partidárias, que vêm perpetuando privilégios e exceções. Deve-se caminhar para o fim de
posturas que alimentam preconceitos e discriminação, intransigência e ódio. Acontecerá
apenas se os anseios do povo prevalecerem sobre aqueles dos partidos e grupos. É preciso
eliminar uma mentalidade retrógada, antiética e antipatriótica de tentar prejudicar e fazer
oposição irresponsável, ilógica e indiscriminada aos governantes. O clima deve ser de
união e colaboração pelo bem da pátria, que é do povo e não dos dirigentes e políticos. O Brasil merece dias melhores. Para tanto, convém respeitar os avanços sociais, e
não atender tão somente a projetos de governos ou partidos (não os da população), mesmo
à custa de artifícios administrativos, bem como concessão de cargos e benesses. Entende- se que só haverá a verdadeira transformação, quando as instituições se tornarem
instrumentos capazes de elidir mecanismos de empobrecimento e exclusão social. Exige- se lucidez para ajustar a máquina pública, extirpando regalias que geram desigualdades. Requerem-se disciplina e controle para não se gastar além do que se arrecada e
estabelecer prioridades para a nação. É fundamental superar dinâmicas viciadas, que
acarretam divisão: de um lado, privilegiados e, de outro, uma multidão de desassistidos. Para o Brasil avançar é imperativo que a classe política faça respeitar
verdadeiramente a dignidade humana, como princípio basilar da sociedade. É essencial
haver, por parte dos novos gestores, a vontade inarredável do bem comum, firmado em
parâmetros de equidade e eficiência, e não de conveniências partidárias. Atualmente, é
unanimidade afirmar que o Estado não suporta mais o crescimento excessivo de sua
máquina e seus aparatos, sobrecarregando o povo com despesas. Os políticos e
governantes têm em 2019 um desafio sério: encontrar uma saída para o desenvolvimento
do país e o bem-estar dos cidadãos. Estes estão exaustos de pagar a dívida dos
desgovernos e saturados de escândalos, improbidades, desrespeito e retórica demagógica!
Assim, poder-se-á vislumbrar um autêntico Ano Novo para o Brasil!
Cabe lembrar as palavras de Cristo: “Não se põe remendo novo em pano velho”
(Mt 9, 17). Talvez seja o que acontece entre nós, tornando a emenda pior do que o soneto. Há premência em sair da crise que atinge a nossa pátria. Para isso é indispensável incluir
responsabilidade e sensibilidade social a fim de proporcionar uma governabilidade eficaz, assegurando empregos, facilitando atividades empresariais, iniciativas educativas e
culturais. Urge que o Brasil reconquiste sua credibilidade com a garantia de direitos e
oportunidades de trabalho para evitar que a nação seja uma legião de decepcionados e
excluídos. Mister se faz seguir as recomendações do apóstolo Paulo a seu discípulo
Timóteo: “Antes de tudo, façam súplicas e orações por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos paz, justiça e dignidade” (1Tm 2, 1-2).

 

 

 

 

Um samba com sabor de prece

                                                                                                                                                                                                                              Padre João Medeiros Filho

O carnaval é uma festa de origem pagã, que remonta à Antiguidade, desde a Mesopotâmia, Grécia e Roma. O termo é originário do latim “carnem+levare” (daí “carnevale”) e significa retirar a carne. Posteriormente, passou a anteceder à quaresma, tempo de jejum, penitência e conversão. Atualmente, a temática da apresentação dos desfiles carnavalescos volta-se para a história, ecologia, problemas sociais etc. Em 2019, a Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca, do Rio de Janeiro, apresentará em seu samba-enredo uma prece a Deus. É uma oração fora dos templos. Isto faz lembrar as palavras de Oswaldo Lamartine: “O mundo é o meu templo; a vida, o altar de minha oração; meu sofrimento, minha cotidiana prece”. De raízes seridoenses, místico e testemunha dos dramas do sertão, Oswaldo tinha uma ingente sede Deus, por isso, em seus últimos anos de existência, dizia-se “enjoado da vida”, que lhe parecia cada vez mais “distante do Criador e vazia de encantos divinos”. Esse tipo de fé e sentimento religioso do “Príncipe do Sertão do Nunca Mais” podem ser encontrados igualmente na música-tema da Unidos da Tijuca para o carnaval de 2019.

A letra começa como uma exaltação ao Criador num estilo próximo dos salmos: “Como é lindo o amanhecer, reflete o sol a criação”, diz a melodia carnavalesca. Conceitos cristológicos e bíblicos estão ali contidos, embalando o povo numa reflexão e atitude contemplativa: “Aquele que na dor te abraça sou eu, a verdade pra quem pede luz, carregando a sua cruz, o alimento em comunhão, princípio da salvação”. Tais palavras lembram Edith Stein em sua dor nos campos de concentração nazistas. Princípios e concepções de teologia sacramental resvalam dos versos do samba-enredo, recordando as ideias de Teilhard de Chardin, quando alude à celebração da “Missa sobre o altar do mundo”.

Lamartine repetia que o “sofrimento nos aproxima de Deus, pois seu Filho aceitou a dor da cruz por amor a nós, apesar de ser divino”. Nestes dias de apreensão e incertezas, o carioca solta o grito místico nos versos de Márcio André e coautores do samba da Unidos da Tijuca, localizada na comunidade do Borel. A certeza de que Deus escuta o clamor de seu povo (na autêntica assertiva da Sagrada Escritura) é uma das ilações da citada música, que desce do morro para o asfalto. O texto dos sambistas toma uma conotação social, encontrada no profeta Amós, presente também nas encíclicas pontifícias dos últimos decênios: “Só existe um caminho… Cada um faz seu destino (meu senhor), as migalhas do poder, que o diabo amassou, estão dentro de você”.

Márcio André lança um apelo à prece. E rezar não consiste simplesmente em aderir a verdades ou dogmas religiosos. Vai além. Implica numa caminhada rumo a Deus. Maria Santíssima realizou isso, de maneira plena, a ponto de tornar seu ventre sacrário do Verbo e templo da graça divina. A oração leva o ser humano perto do Criador. E ninguém melhor que Maria para se colocar face a face na união perfeita com o Divino pelo mistério da Encarnação. A Virgem de Nazaré é a grande orante de toda a história da humanidade. E quem reza, deve ser profundamente humilde e compassivo, apresentando os dramas humanos para que o Onipotente possa libertá-los, dando cada vez mais consciência ao homem da gratuidade divina e da sua pequenez. Os versos dos compositores da Unidos da Tijuca revelam a comiseração celestial: “Ouço chamar meu nome, ouço um clamor de prece. Choro ao te ver com fome. Sou o cordeiro que a alma fortalece”. Os sambistas arrematam a música, sugerindo uma mudança de postura, numa atitude de rogos solidários, pedindo a intercessão do Altíssimo: “Ó meu Pai, seu amor é a receita. Iluminai, que não me falte o pão na mesa. Derrame igualdade, prosperidade, as bênçãos do céu… Hoje a Tijuca pede em oração. Veste a fantasia pra fazer o bem. Multiplica o sagrado pão. Amém. Amém”! Emocionante a interpretação da menina Giovana Galdino. A beleza da letra e da melodia reveste-se de misticismo em laivos de fé e súplica cristãs!