Paróquias divulgam os horários das celebrações do Natal e do Ano Novo

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Na Catedral Metropolitana, no domingo, 24, serão celebradas cinco missas: às 7h, às 11h, às 16h, às 18h e às 20 horas. As duas que acontecerão no horário da manhã seguirão a liturgia do 4º Domingo do Advento, e as três últimas serão da Vigília do Natal. A das 20 horas será presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom João Santos Cardoso. No dia 25, às 19h, haverá a celebração da Solenidade do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, presidida por Dom João Cardoso.
No dia 31, às 7h e às 11h, acontecerá a missa da festa da Sagrada Família, e, às 17h e às 20 horas, missa da solenidade da Mãe de Deus. A última será presidida pelo arcebispo. No dia 01 de janeiro, também será celebrada missa, às 19 horas.

Missa no Campus da UFRN

Há vários anos, tradicionalmente na noite dos dias 24 e 31, acontece a celebração da missa, no campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Neste ano, ambas as celebrações acontecerão na Praça Cívica da UFRN (e não no anfiteatro, como acontecia em anos anteriores), às 18 horas, presididas por Dom João Cardoso, transmitidas pela TV Universitária.

Câmara de Natal recebe imagem peregrina de Nossa Senhora da Apresentação

Foto: Francisco de Assis

entro da programação da 270° festa da padroeira da capital potiguar, Nossa Senhora da Apresentação, que terá início no próximo dia 11 de novembro, a Câmara Municipal de Natal recebeu na manhã desta segunda-feira (6) a imagem peregrina da santa em uma missa presidida pelo novo Arcebispo de Natal, Dom João Santos Cardoso, realizada no plenário da Casa. 

Vereadores e servidores participaram da celebração. “A preparação da festa já começou. A imagem vem peregrinando, passando por diversas instituições, e essa é a terceira que já participo. A passagem e a recepção da imagem aqui na Câmara é um sinal muito positivo, de nós temos os nossos vereadores municipais com abertura para fé, que compreende a cultura local e a tradição. São 270 anos de história e assim vamos nos preparando para abordar as coisas, especialmente o amor que o natalense tem a Virgem Maria”, destacou o Arcebispo Dom João Cardoso.

“É com muita alegria que recebemos a imagem de Nossa Senhora da Apresentação. Eu, que sou devoto, recebo com muita emoção. Isso faz com que nós renovemos a nossa fé em Cristo e, ao mesmo tempo, nós pedimos que o povo de Israel e o povo palestino cesse a guerra e traga paz. Que reine a paz, que pregue a fraternidade e o amor entre os povos”, falou o vereador Eribaldo Medeiros (REDE).

PROGRAMAÇÃO

A programação da festa de Nossa Senhora da Apresentação ocorrerá de 11 a 21 de novembro, dia da padroeira, com celebrações religiosas acontecendo na Matriz de Nossa Senhora da Apresentação (antiga Catedral) e na Catedral Metropolitana. Dentro da programação religiosa temos a profana que é realizada todas as noites, após as novenas, no pátio da Catedral Metropolitana. 

“Estamos peregrinando com a imagem que vai passar por paróquias, comunidades, instituições e repartições públicas para o grande momento no dia 21 de novembro. Começamos a festa no dia 11 com a Missa Solene de abertura. Depois, de 12 a 19, temos as novenas e o grande dia da padroeira, que é o dia 21 de novembro. E então, tendo essa preparação, nós vamos acolher vários bispos, que a cada noite, vão pregar para os fiéis e no dia 21 viver a grande graça do dia da padroeira, que começa uma atividade a meia-noite e vai até às nove da noite quando teremos a missa na próximo à Pedra do Rosário e depois teremos também missa solene na catedral”, destacou o padre Valdir Cândido. 

Toda a programação da festa da padroeira você pode conferir clicando AQUI!

Texto: Phablo Galvão
Foto: Francisco de Assis

Pastor Elinaldo Renovato deixará o comando da Assembleia de Deus de Parnamirim

Pastor Elinaldo Renovato

Em janeiro de 2024, no dia 18, aniversário do seu pastoreio, pastor Elinaldo Renovato deixará o comando da Assembleia de Deus em Parnamirim. O anúncio aconteceu hoje pelo pastor presidente Martin Alves, por força do estatuto da igreja, devido a idade, Elinaldo Renovato foi jubilado.

O nome do novo pastor ainda não foi divulgado, está sendo cuidadosamente tratado com o aval do pastor Elinaldo.

Arquidiocese de Natal divulga programação da festa dos Santos Mártires

Santuário dos Santos Mártires fica no município de São Gonçalo do Amarante – Foto: Carla Nogueira

A Arquidiocese de Natal celebrará a festa dos Santos Mártires, no período de 24 de setembro a 3 de outubro, na comunidade de Uruaçu, no município de São Gonçalo do Amarante. No próximo domingo, dia 24, marcando a abertura da programação, serão celebradas quatro missas: às 5h, às 9h, às 10h30 e às 19 horas.

Nos demais dias, a programação será a seguinte: 5h, celebração de missa; às 12h, recitação do terço de São Mateus Moreira; das 15h às 17h, acampamento cultural e, às 19h, missa.

Programação de encerramento

No dia 3 de outubro, feriado no estado do Rio Grande do Norte, a programação da festa será intensa, iniciando às 5 horas da manhã, com a celebração eucarística, presidida pelo Padre Alexsandro de Lima Freitas, transmitida pela TV Canção Nova.

Às 6 horas, terá início a 3ª meia maratona e caminhada dos Santos Mártires, saindo do Santuário, em Uruaçu. Ainda, no início da manhã, também serão realizadas duas caminhadas, sendo uma saindo da Igreja Matriz de Macaíba e outra da Igreja Matriz de São Gonçalo do Amarante, ambas com destino ao Santuário dos Mártires.

Também, pela manhã, serão celebradas mais três missas: às 7h, às 9h e às 10 horas. Às 14h30, haverá a recitação do Terço da Misericórdia, conduzida pelo Padre Alexsandro Freitas e missionários da Comunidade Canção Nova. Às 16 horas, será realizado show com o Padre Fábio de Melo, e, às 18 horas, missa solene, presidida pelo administrador apostólico da Arquidiocese de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha. A recitação do Terço da Misericórdia e a missa de encerramento serão transmitidas pela TV Canção Nova.

Mártires foram canonizados em 2017

Os Santos Mártires André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e companheiros foram beatificados pelo Papa João Paulo II, em 5 de março de 2000, e canonizados pelo Papa Francisco, em 15 de outubro de 2017, na Praça de São Pedro, no Vaticano. No calendário litúrgico da Igreja Católica, a festa dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu é celebrada em 3 de outubro.

Novo Notícias

Padre Fábio de Melo é anunciado como atração da festa dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu; veja programação

Foto: divulgação

O padre Fábio de Melo foi confirmado pela Arquidiocese de Natal como uma das atrações da festa dos mártires de Cunhaú e Uruaçu. O show dele vai acontecer em 3 de outubro, feriado estadual em homenagem aos mártires, às 16h, no Santuário dos Mártires, em Uruaçu.

Além da confirmação do show, a Arquidiocese de Natal também divulgou a programação da festa dos Santos Mártires, que começa no dia 24 de setembro e segue até o dia 3 na comunidade de Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante, onde fica o Santuário dos Mártires.

A abertura é no domingo (24), com com quatro missas: às 5h, às 9h, às 10h30 e às 19h. Nos demais dias, a programação será: 5h a celebração de missa; às 12h, recitação do terço de São Mateus Moreira; das 15h às 17h, acampamento cultural e, às 19h, missa.

3 de outubro

No dia 3 de outubro, dia do feriado, a programação começa às 5h, com a celebração eucarística presidida pelo Padre Alexsandro de Lima Freitas. Às 6h, terá início a 3ª meia maratona e caminhada dos Santos Mártires, saindo do Santuário, em Uruaçu.

Também pela manhã serão realizadas duas caminhadas, sendo uma saindo da Igreja Matriz de Macaíba. e outra da Igreja Matriz de São Gonçalo do Amarante – ambas com destino ao Santuário dos Mártires.

Nesse dia 3 de outubro também ocorrem missas às 7h, às 9h e às 10h no Santuário. Às 14h30, haverá a recitação do Terço da Misericórdia, conduzida pelo Padre Alexsandro Freitas e missionários.

O show do Padre Fábio de Melo acontece às 16h, e, às 18h, haverá uma missa solene, presidida pelo administrador apostólico da Arquidiocese de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha.

Mártires de Cunhaú e Uruaçu

Os Santos Mártires André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e companheiros foram beatificados pelo Papa João Paulo II, em 5 de março de 2000, e canonizados pelo Papa Francisco, em 15 de outubro de 2017, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

No calendário litúrgico da Igreja Católica, a festa dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu é celebrada em 3 de outubro.

Por que Brasil está no topo de ranking de países onde mais se acredita em Deus

Quase 9 em cada 10 brasileiros acreditam em Deus ou em um poder superior

Deus está sempre na boca do brasileiro, um povo que vive em um país de maioria cristã onde cultura e fé estão intimamente ligadas – das altas esferas de poder ao cotidiano do cidadão comum – e no qual a vida religiosa muitas vezes preenche lacunas deixadas pelo Estado.

“Vai com Deus.”

“Graças a Deus!”

“Deus me livre.”

“Só Deus sabe…”

Esses são alguns dos fatores que explicam porque o Brasil se destaca quando o assunto é espiritualidade. Quase nove em cada dez brasileiros dizem, por exemplo, acreditar em Deus, segundo a pesquisa Global Religion 2023, produzida pelo instituto Ipsos.

O índice de 89% de crença em um poder superior coloca o Brasil no topo do ranking de 26 países elaborado pelo Ipsos, com base em uma plataforma online de monitoramento que coleta informações sobre o comportamento destas populações.

O Brasil aparece empatado com África do Sul, que teve os mesmos 89%, e Colômbia, com 86% – um empate técnico dada a margem de erro de 3,5 pontos percentuais da pesquisa.

Holanda (40%), Coreia do Sul (33%) e Japão (19%) foram os países onde a população menos crê em Deus ou em um poder superior, de acordo com a pesquisa.

A Global Religion 2023 é baseada em dados coletados entre 20 de janeiro e 3 de fevereiro, com 19.731 entrevistados, aproximadamente mil deles no Brasil. Não há países islâmicos na amostra, embora pessoas que seguem o islamismo tenham sido consultadas.

Entre os países pesquisados, o Brasil ficou 28 pontos percentuais acima da média na crença em Deus, que foi de 61%.

“No cotidiano brasileiro, as pessoas falam em Deus o tempo todo, é algo comum e normal, e é estranho se alguém reage de forma negativa a isso”, diz Ricardo Mariano, sociólogo da Religião e professor da Universidade de São Paulo.

Mariano ressalta que o Brasil costuma se destacar em pesquisas internacionais sobre religiosidade e fé porque a crença em Deus e a espiritualidade estão profundamente intricadas na nossa cultura, mesmo entre quem não tem compromisso com nenhuma religião específica.

De acordo com a pesquisa do Ipsos, 70% dos brasileiros disseram que acreditam em Deus como descrito em escrituras religiosas, como a Bíblia, o Alcorão, a Torá, entre outros, e 19% acreditam em uma força superior, mas não em Deus como descrito em textos religiosos.

Cerca de 5% dos brasileiros disseram não acreditar em Deus ou em um poder maior, 4% afirmaram que não sabem e cerca de 2% preferiram não responder.

“São dados que estão de acordo com nosso histórico de um país onde a religião e a religiosidade têm uma predominância tanto na cultura e na vida cotidiana quanto nas esferas de poder”, diz Helio Gastaldi, diretor de opinião pública da Ipsos no Brasil.

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Vida religiosa

Mas acreditar em Deus não significa necessariamente ser religioso – e o caso brasileiro demonstra bem isso. Enquanto 89% dos entrevistados no país disseram crer em Deus ou um poder superior, só 76% afirmaram seguir uma religião. O índice nacional ficou novamente acima da média global, que foi de 67% neste caso, mas bem abaixo dos primeiros colocados: Índia (99%), Tailândia (98%) e Malásia (94)%.

Entre os brasileiros religiosos, 70% disseram ser cristãos (católicos, evangélicos e outras denominações) e 6% são filiados a outras religiões, enquanto 22% disseram não ter uma religião, sendo 16% ateus e 6% agnósticos. Os dados da Ipsos mostram que a diferença na adesão dos jovens da geração Z (de até 23 anos) e do resto da população adulta a uma religião é bem maior entre os católicos do que entre os evangélicos.

Enquanto 38% dos adultos se declararam católicos, somente 23% dos jovens da geração Z dizem aderir à religião – uma diferença de 15 pontos. Já entre os evangélicos e outros cristãos, o índice geral entre adultos é de 29% e entre os jovens é 26% – ou seja, além de existir uma diferença geracional menor, já há mais jovens evangélicos do que católicos no Brasil hoje, aponta o estudo.

O índice dos sem religião na medição da Ipsos ficou bem acima dos 8% registrados pelo último Censo, de 2010, que, por sua vez, detectou um aumento de 0,7 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior (7,3%).

“Apesar de sabermos que a proporção de pessoas sem religião no Brasil tem aumentado – dados do Datafolha de 2022 indicam 14% sem religião, dentre população em geral, e 34% sem religião entre os jovens -, o fato da pesquisa da Ipsos ser com painel online pode inflar um pouco este número, supondo que entre os mais pobres esta proporção dos sem religião seja um pouco menor”, diz Gastaldi.

Gráfico mostrando as porcentagens de brasileiros que acreditam em Deus
Brasileiros que acreditam em Deus ou em um poder maior somam 89%

O Brasil acompanha, mesmo que timidamente, uma tendência global de aumento do número de pessoas que não tem religião, diz Mariano. “É preciso aguardar os dados do censo 2022, mas tudo aponta que esse número vai ter aumentado”, diz.

Enquanto no Brasil a crença em Deus supera a religiosidade, em países como Índia e Tailândia, que lideram o ranking de religiosos, e também onde a filiação a uma religião é minoritária, como Coreia do Sul (44%) e Japão (40%), a situação se inverte e há mais pessoas religiosas do que aquelas que acreditam em um poder superior. Isso acontece por causa das características particulares da fé nestes locais, segundo especialistas.

Religiões como o budismo e o xintoísmo – que são predominantes em alguns deles – são não teístas, ou seja, não têm um conceito de Deus ou de um poder superior como nas chamadas religiões abraâmicas, como o cristianismo, islamismo e o judaísmo, explica Gastaldi. O xíntoísmo é uma reunião de tradições espirituais japonesas centradas no culto à natureza e aos antepassados. Já o budismo trabalha com a ideia de iluminação espiritual individual

Ao mesmo tempo, explica Mariano, o conceito de Deus não consegue captar bem as crenças de religiões politeístas (com múltiplas divindades) como o hinduísmo, que é majoritário na Índia, e as religiões afro-brasileiras. O Brasil tem, porém, um índice alto de crença em Deus e de religiosidade mesmo se comparado a outros países em desenvolvimento – e isso tem a ver com a história do país.

“A religião é uma força fundamental no Brasil desde a época da colonização dos portugueses. O catolicismo é a religião que nos foi imposta pelos portugueses e vai ter um papel central nas identidades nacionais”, afirma a professora de sociologia da religião Nina Rosas, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Ausência do Estado

Foto do cristo redentor contra a luz
Quase 9 em cada 10 brasileiros acreditam em Deus ou em um poder superior – Crédito, Getty Images

Helio Gastaldi, do Ipsos, explica que os dados da pesquisa de 2023 são consistentes com um fenômeno muito estudado. Entre os países laicos, onde a religião é separada do Estado e não há uma religião oficial, a vida religiosa tende a ter maior importância para a população onde o PIB per capita (riqueza de um país em relação à quantidade de habitantes) é menor ou onde há grande índices de desigualdade, aponta Gastaldi.

“São locais onde a religião de certa forma supre a ausência do Estado. Ela traz perspectiva, consolo, às vezes até assistência material – mas também pode ser usada como forma de manipulação e ferramenta do poder”, diz Gastaldi.

Na pesquisa do Ipsos, por exemplo, 90% responderam que acreditar em Deus ou forças superiores ajuda a superar crises, como doenças, conflitos e desastres.

O catolicismo sempre operou no Brasil como uma espécie de extensão do Estado, mesmo depois da proclamação da República, afirma Rosas.

Ao mesmo tempo, havia uma forte perseguição a outras religiões, explica a pesquisadora – o Código Penal de 1890, por exemplo, criminalizava magia, espiritismo e curandeirismo. Havia resquícios disso na legislação até 1985, aponta Rosas.

“Então as religiões mediúnicas, tanto espiritismo quanto as de matriz africana, tiveram que se adaptar a essas pressões tentando se enquadrar em algo que era considerado legítimo”, diz Rosas.

Isso gerou o surgimento de um sincretismo religioso que ultrapassa as barreiras das religiões individuais.

“Apesar da opressão da colonização ter vindo embutida com a religião para o Brasil, na forma da religião imposta, de certa forma o povo soube separar Deus do missionário e ficou com a figura de Deus”, afirma Fernando Altemeyer, professor do departamento de Ciência da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Altemeyer avalia ainda que o alto índice de crença em Deus verificado pela pesquisa do Ipsos também é provavelmente influenciado pelo contexto imediato da vida pós-pandemia no Brasil, que foi especialmente atingido pela covid-19 e onde o governo foi criticado pela falta de resposta adequada ao problema.

“Tivemos mais de 700 mil mortos, foram dois anos de depressão e sofrimento. E sabemos que depois de uma grande crise, as religiosidades e espiritualidades aumentam, têm uma explosão”, diz ele.

“Foi assim no Japão após a Segunda Guerra Mundial, após a bomba atômica, por exemplo.”

A força da fé

Ricardo Mariano, da USP, explica que, historicamente, os movimentos que foram oposição ao poder ou governo do período nunca tiveram um caráter de combater a religião ou espiritualidade. “Nós não temos uma tradição iluminista, de movimentos políticos ideológicos anticlericais e seculares”, afirma ele.

A secularização é o processo de afastamento de uma sociedade da religião. “Mesmo a classe média brasileira não é altamente secularizada”, afirma o pesquisador. Ele aponta que mesmo movimentos de esquerda não fizeram uma oposição à religião em si – o PT, o maior partido de esquerda do país, por exemplo, tem em suas origens o catolicismo da Teologia da Libertação, corrente católica que defende a atuação da Igreja em prol do combate à desigualdade social como prioridade.

No Brasil, movimentos por direitos de grupos que historicamente sofreram opressão religiosa – como mulheres e pessoas LGBT – não tendem a ser antirreligiosos, destaca Mariano. Embora certos movimentos façam oposição à influência de grupos religiosos no Congresso, diz Mariano, raramente a oposição é em relação à ideia de religiosidade em si.

“Mesmo quando a democratização do ensino superior avançou, isso não implicou na absorção de uma cultura que faça oposição à crença religiosa, não houve esse embate”, diz Mariano.

Fonte: www.bbc.com