Operação Hórus faz a maior captura de drogas da história do Brasil

Foto: Operação Horus/Polícia Federal

O Ministério da Justiça realizou a apreensão de 33,3 toneladas de maconha, na noite de quarta-feira (26). Realizada no âmbito da Operação Hórus, trata-se da maior captura de drogas na história do país segundo a pasta. 

A carga da droga estava dividida em fardos e foi encontrada em um caminhão bi-trem na região de Maracaju, cidade que fica a 160 quilômetros de Campo Grande (MS). Duas pessoas foram presas em flagrante ao escoltar a carga. O volume representa um prejuízo de mais de R$ 50 milhões às organizações criminosas.

De acordo com o coordenador-geral de fronteiras da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Eduardo Bettini, a apreensão foi uma ação integrada por agentes da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Mato Grosso do Sul e por profissionais que compõem o do Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (Vigia).

Segundo a pasta, desde o início da Operação Hórus em Mato Grosso do Sul, em setembro de 2019, o estado lidera as apreensões de drogas. As forças de segurança já tiraram de circulação do estado cerca de 333,5 toneladas de drogas gerando um prejuízo de mais de R$ 535 milhões aos criminosos.

Agência Brasil

Justiça faz audiência com acusados de integrar grupo de extermínio suspeito de mais de 100 homicídios

O juiz Diego Dantas, em atuação na Comarca de Ceará-Mirim, presidiu, nesta terça-feira (25), audiência de instrução que envolve integrantes de um grupo de extermínio, com atuação em Ceará-Mirim, acusado pelo assassinato de mais de 100 pessoas e uma quantidade superior a 40 processos. Durante a audiência, foram ouvidos seis réus, sendo um preso na Penitenciária Estadual de Alcaçuz; quatro em Ceará-Mirim e outro no Presídio Federal de Catanduvas (SP).

Este é o maior grupo de extermínio já identificado no estado. O combate à organização criminosa contou com a participação da Força Nacional e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal. Os acusados ouvidos hoje estão presos desde 2018. O grupo conta com mais de 15 integrantes, com alguns policiais civis e militares entre os suspeitos.

A organização é acusada, além da prática de homicídios, de realizar roubos e portar armas de fogo irregularmente. Os seis integrantes foram ouvidos pela Justiça por meio do sistema de videoconferência utilizado pelo TJ potiguar (cisco/webex). O próximo passo no trabalho do Judiciário neste caso é a análise a ser feita pelo magistrado sobre se eles devem ir ou não a júri popular.

Os crimes atribuídos ao grupo de extermínio foram praticados entre os anos de 2016 e 2017.

TJRN

Polícia Federal cumpre 27 mandados de prisão contra acusados de integrar facção

Policiais federais cumprem hoje (25) 27 mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão contra acusados de integrar facção criminosa que atua em vários estados. O objetivo da Operação Expurgo é evitar que o grupo, que é a principal facção de São Paulo, se consolide no Rio de Janeiro.

De acordo com a Polícia Federal (PF), investigações iniciadas em dezembro de 2018 mostraram que os líderes dessa facção tinham um plano de se expandir para o estado do Rio, através de alianças com grupos criminosos.

O grupo já atua no Rio, mas a polícia quer evitar que ele se estabeleça de vez no estado.

Muitas das lideranças já estão presas e continuam controlando as atividades criminosas de dentro de presídios do Rio e de outros estados, com o uso de aplicativos.

Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Bangu, no Rio de Janeiro, e estão sendo cumpridos em seis estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais, Pará e Mato Grosso do Sul.

Os presos estão sendo investigados por participação em organização criminosa e tráfico de drogas e armas.

Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva / ABr

Deputada Flordelis é denunciada como mandante da morte do marido

Uma operação deflagrada pela Polícia Civil do RJ e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), nesta segunda-feira (24/8), cumpre mandados de prisão contra os envolvidos na morte do pastor Anderson do Carmo, 42 anos.

A viúva, a deputada federal Flordelis (PSD-RJ), é uma das 11 pessoas denunciadas à Justiça e consideradas a mandante do crime. Porém, não há mandado de prisão contra ela, que tem imunidade parlamentar.

De acordo com reportagem do G1, são nove alvos da operação. Foram presos seis filhos da deputada, uma neta, um ex-PM e a mulher dele. Há 14 mandados de busca e apreensão sendo cumpridos no Rio de Janeiro, em Niterói, em São Gonçalo e em Brasília.

Um dos endereços é a casa da deputada, local do crime, no bairro de Pendotiba, em Niterói, na Região Metropolitana do RJ.

A vítima foi assassinada dentro da própria casa no bairro Badu, em Niterói, no dia 16 de junho do ano passado. Na ocasião, a deputada Flordelis relatou, em depoimento e à imprensa, que o pastor teria sido morto durante um assalto.

Ela informou ainda que eles tinham sido seguidos por suspeitos em uma moto quando retornavam para casa.

A deputada foi denunciada por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. Pelo envenenamento ao marido, ela responderá por tentativa de homicídio.

Dois filhos da deputada — Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas Cézar dos Santos — já tinham sido presos pela morte do pastor.

Metrópoles

Parnamirim: junho e julho registram diminuição nos índices de roubo

Dados da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análise Criminal (Coine) da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social do RN (Sesed), em uma parceria com o Observatório da Violência (Obvio), informaram que os meses de junho e julho de 2020 registraram uma grande diminuição nos casos de roubo no município de Parnamirim.

Em relação ao mês de junho ano de 2019, a redução foi de 30%, com 143 casos de roubo naquele ano e 100 casos em 2020. Já em comparação com ao mês de julho, a diminuição dos casos de roubo foi de 20%.

O delegado do 1° DP de Parnamirim, Marcelo Aranha (FOTO), ressalta que esse é o resultado de um trabalho em conjunto realizado entre a Policia Civil, a Polícia Militar, a CPRE, somado ainda ao apoio que a Prefeitura Municipal de Parnamirim e a Sesed oferecem às polícias.

A Polícia Civil pede que a população continue enviando informações de forma anônima, através do Disque Denúncia 181.

 

PF deflagra operação de combate ao tráfico internacional de drogas e Porto de Natal é alvo

A Polícia Federal (PF) deflagrou nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (18) a Operação Além Mar, que investiga o tráfico internacional de drogas no país. Segundo a PF, Quatro organizações criminosas autônomas, atuando em conexão, enviaram toneladas de cocaína para a Europa, usando os portos de vários estados, entre eles, o Porto de Natal no Rio Grande do Norte.

A primeira célula criminosa, estabelecida na cidade de São Paulo, fazia sistematicamente a “internação de cocaína através da fronteira do Brasil com o Paraguai, transportando-a via aérea até o estado de São Paulo e distribuindo-a no atacado para organizações criminosas estabelecidas no Brasil e na Europa. Um segundo grupo criminoso, em Campinas, recebia a cocaína para distribuição interna e exportação para Cabo Verde e Europa.

A terceira célula criminosa, localizada no Recife, integrada por “empresários do setor de transporte de cargas, funcionários e motoristas de caminhão cooptados, e provê a logística de transporte rodoviário da droga e o armazenamento de carga até o momento de sua ocultação nos containers”.

A quarta parte da organização criminosa, era estabelecida na região do Braz, em São Paulo, e atuava como “banco paralelo, disponibilizando sua rede de contas bancárias para movimentação de recursos de terceiros, de origem ilícita, mediante controle de crédito/débito, cujas restituições se dão em espécie e a partir de TEDs, inclusive com compensação de movimentação havida no exterior (dólar-cabo)”.

Os policiais federais cumprem 139 mandados de busca e apreensão e 50 de prisão, sendo 30 de prisões temporárias e 20 de prisões preventivas. A Justiça Federal determinou também a apreensão de cinco helicópteros, sete aviões, 42 caminhões e 35 imóveis urbanos e rurais, além do bloqueio de R$ 100 milhões.

As ações ocorrem em endereços relacionados aos investigados nos estados de Pernambuco, Santa Catarina, São Paulo Alagoas, Mato Grosso do Sul, Goiás, da Bahia, Paraíba, do Ceará, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte e no Distrito Federal.

Segundo a PF, as investigações começaram há 4 anos pela superintendência de Pernambuco.

Agência Brasil