Após princípio de desmoronamento, Crea-RN fiscaliza Viaduto do Baldo

Foto: Reprodução/Instagram

Uma equipe do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (Crea-RN) realizou, nesta terça-feira (11 de março), uma visita técnica ao Viaduto do Baldo, em Natal. A inspeção ocorre dias após o registro de um princípio de desmoronamento das margens da estrutura, levantando preocupações sobre a segurança do viaduto, um dos principais acessos da capital potiguar.

A vistoria resultará na elaboração de um relatório circunstanciado, que poderá conter recomendações para os órgãos responsáveis pela manutenção da estrutura. O objetivo é avaliar a real situação do viaduto e sugerir medidas para garantir a segurança da população que transita pelo local.

Em janeiro deste ano, o Crea-RN já havia enviado um ofício para diversos órgãos públicos solicitando informações sobre planos de manutenção de viadutos, pontes e outras infraestruturas. A iniciativa busca reforçar a necessidade de ações preventivas para evitar riscos estruturais e garantir maior durabilidade das obras.

O presidente do Conselho, Roberto Wagner, enfatizou a importância de uma cultura de manutenção preventiva. “Estamos tentando, enquanto Crea, como casa da engenharia, induzir uma mentalidade de preservação das estruturas. Não podemos correr o risco de ver acontecer aqui o que ocorreu com a ponte entre Tocantins e Maranhão, que colapsou”, alertou.

A queda parcial da ponte citada por Wagner ocorreu em janeiro deste ano, quando uma embarcação colidiu com a estrutura que ligava as cidades de São Francisco do Maranhão (MA) e Porto Nacional (TO), resultando no seu desabamento.

O Viaduto do Baldo já passou por diversas interdições e obras ao longo dos anos devido a problemas estruturais. A estrutura chegou a ficar fechada por mais de seis anos, reabrindo em 2019 após obras emergenciais de recuperação.

Ministério coloca RN em estado de emergência por risco de incêndios florestais; veja períodos críticos

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), divulgou as ações para prevenção e combate a incêndios no Brasil durante este ano. A portaria, assinada pela ministra Marina Silva, declara emergência ambiental por risco de incêndios florestais em regiões e épocas específicas. O documento aponta áreas vulneráveis a incêndios em todo o país e os períodos de maior risco para viabilizar a contratação emergencial de brigadistas federais. 

Também busca estabelecer parâmetros para a definição de prioridades de ações dos estados para prevenção às queimadas. “Com essas informações, os agentes públicos tomarão as medidas necessárias para agir em conformidade com o risco posto. A construção da portaria envolve muito trabalho, ciência, reuniões e o processo de reestruturação do sistema de enfrentamento às emergências climáticas, que nos possibilita atuar com base em dados que a melhor ciência meteorológica nos aponta”, afirmou a ministra.

No Rio Grande do Norte, as quatro regiões – Leste, Agreste, Central e Oeste – estão inseridas, com períodos de risco que variam de julho de 2025 a março de 2026.

a) na mesorregião Agreste Potiguar, de agosto de 2025 a janeiro de 2026;
b) na mesorregião Central Potiguar, de agosto de 2025 a fevereiro de 2026;
c) na mesorregião Leste Potiguar, de agosto de 2025 a março de 2026; e
d) na mesorregião Oeste Potiguar, de julho de 2025 a fevereiro de 2026.

Além da portaria, foi apresentada uma resolução aprovada, que define orientações para a elaboração de Planos de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) em diferentes níveis, do poder público a propriedades rurais, estabelecendo responsabilidades entre entes federados e setor privado. O objetivo é compartilhar a responsabilidade das ações de prevenção e mitigação dos incêndios com diferentes atores públicos e privados.

A resolução torna obrigatório o PMIF para Unidades de Conservação consideradas de risco e imóveis rurais onde ocorrem queimadas controladas para fins agropecuários. Os estados têm até dois anos para elaborar seus PMIFs, que devem abranger a totalidade do seu território ou as regiões de maior risco de incêndios florestais. Municípios e consórcio de municípios, territórios indígenas e de comunidades tradicionais, sobretudo em áreas consideradas críticas ou prioritárias, serão estimulados a elaborar seus planos.

Os PMIFs são instrumentos centrais da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, instituída pela Lei nº 14.944, que estabelece abordagem planejada e coordenada para que o fogo seja empregado de forma controlada e consciente, com o objetivo de prevenir e combater incêndios, conservar ecossistemas e respeitar práticas tradicionais.

O projeto que deu origem à legislação, defendido pelo MMA, foi aprovado em julho de 2024 após seis anos de debates no Congresso Nacional. Em julho, a lei foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ano de 2025 começou, portanto, com a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo já em funcionamento, garantindo o fortalecimento da articulação junto a estados, municípios e setor privado, fator crucial para alcançar respostas mais céleres.

“Trata-se de uma ação organizada do poder público para medir o risco antes que o desastre ocorra. Isso exige planejamento e monitoramento por parte dos governos. É um conjunto de medidas que contribuirá para reduzir o risco de incêndios florestais pelo país”, ressaltou o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco.

O planejamento do MMA, Ibama e ICMBio para o enfrentamento aos incêndios em 2025 envolve, ainda, o emprego de 231 brigadas florestais federais: 116 do Ibama, com 2.600 brigadistas, e 115 do ICMBio, com 1.758 brigadistas. A eles se somam 250 servidores efetivos dos dois órgãos, totalizando 4.608 profissionais, o que representa aumento de 25% em relação a 2024.

Serão utilizados nas operações prevenção e combate ao fogo 15 helicópteros, dois aviões de transporte e dez para lançamento de água, além de 50 embarcações.

As medidas também incluem:

  • Ampliação do monitoramento diário dos incêndios das áreas queimadas para todo o Brasil, em parceria com o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASA/UFRJ);
  • Desenvolvimento do Sistema de Informações sobre Fogo (Sisfogo) para uso dos órgãos públicos e sociedade; 
  • Seis novos manuais de prevenção e combate a incêndios florestais por parte do Ibama;
  • 143 eventos de capacitação para brigadistas e voluntários;
  • Resgate de fauna afetada pelos incêndios.

Natal inicia limpeza mecanizada na engorda de Ponta Negra

A Prefeitura do Natal finalizou na última terça-feira (25), o processo de contratação da empresa para fazer a limpeza da nova areia da Praia de Ponta Negra. A MB Limpeza Urbana foi escolhida após apresentar a melhor oferta e fará o serviço ao custo de R$ 67 mil.

o serviço que já foi iniciado está acontecendo na noite desta quinta-feira (27) e deve seguir entre as 18h e 5h. O objetivo é remover rodolitos e outros materiais calcários acumulados na área após a obra de engorda, que foi finalizada no fim do mês passado.

Lixo eletrônico da Câmara de Parnamirim foi doado ao IFRN

Por Lívia Mel – ASCOM/CMP

Buscando promover a consciência ecológica, a Câmara de Vereadores realizou a doação de lixo eletrônico ao Campus do IFRN em Parnamirim, na manhã desta quinta-feira, 20. A iniciativa faz parte do Programa Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) e reforça o compromisso da Casa com a sustentabilidade, desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

Na ocasião, foram doados materiais não utilizados e sem funcionamento, tais como computadores, monitores, impressoras e discos rígidos. Entre as ações ambientais adotadas pelo Legislativo, está o Ecoponto para descarte de resíduos eletrônicos, que está aberto ao público para incentivar a coleta seletiva, evitando que metais perigosos desses resíduos causem danos ambientais.

O que é a A3P?

A Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) é um programa do Ministério do Meio Ambiente que objetiva estimular os órgãos públicos do país a implementarem práticas de sustentabilidade.

Por Lívia Mel – ASCOM/CMP

Laudo aponta que material coletado próximo ao Morro do Careca não é esgoto, diz Semurb

 

Uma área próximo ao Morro do Careca, na praia de Ponta Negra, zona Sul de Natal, foi alvo de análise sobre a condição da água. Havia suspeita de contaminação por esgoto, tese que foi desmentida após exame microbiológico, segundo a Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). O laudo confirmou um afloramento do lençol freático no local. O material analisado foi coletado próximo ao cartão postal no dia 3 de fevereiro.

De acordo com a Semurb, a análise físico/química realizada pelo Instituto Federal de Educação (IFRN) campus Natal/Central apresentou a ocorrência de nitrato, característico de oxidação de matéria orgânica há vários anos. Com isso, tem odor característico, mas não tem presença de coliforme fecal, ou seja de esgoto, disse o supervisor geral de Fiscalização Ambiental da Semurb, Leonardo Almeida.

Esse fenômeno de afloramento de lençol é explicado pelo geógrafo e fiscal ambiental da Semurb, Gustavo Szilagyi. Segundo ele, o litoral potiguar é formado pela junção de barreiras e dunas, que ficam sobrepostas. As dunas atuam como filtros naturais e quando as águas encontram a formação barreiras, que atuam como uma capa impermeável, ela começa a escorrer para o mar, foi o que ocorreu em Ponta Negra. “Comumente iremos observar esses afloramentos após períodos de chuvas intensas, como a que tivemos agora no final de janeiro”, explica ele.

Segundo o fiscal, essa água rica em matéria orgânica já decomposta e que são formadas por nitratos, como a própria análise laboratorial mostrou, gera um odor cítrico característico, muitas vezes, leva as pessoas a deduzir que se trata de um esgoto. “Mas na verdade é apenas água do lençol freático, aflorando na praia, portanto, não gera prejuízo à saúde pública”, afirmou Szilagyi.

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Idema e Caern emitem nota de esclarecimento sobre esgotos na Praia de Ponta Negra

Foto: Adriano Abreu

O Idema e a Caern divulgaram uma nota de esclarecimento sobre os esgotos na Praia de Ponta Negra. Leia a íntegra abaixo:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Assessoria de Comunicação do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) e da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) esclarecem informações veiculadas na imprensa local, a respeito da conduta dos órgãos de Meio Ambiente estaduais.

As publicações fazem referências a uma ação civil pública de 2021, que trata de obrigações relacionadas ao sistema de esgotamento sanitário gerido pela Caern.

Contudo, é importante destacar que o extravasamento de galerias de drenagem, ocorrido na área de Ponta Negra após as fortes chuvas da última semana, não possui relação com o sistema de esgotamento sanitário. O problema em questão está vinculado às galerias de drenagem pluvial, cuja gestão é de responsabilidade da Prefeitura Municipal de Natal.

A Caern tem cumprido rigorosamente suas obrigações legais e técnicas, conforme descrito no Procedimento Administrativo – 34.23.2106.0000154/2021-97, realizando monitoramentos constantes e fornecendo relatórios técnicos detalhados acerca do funcionamento do sistema de esgotamento sanitário.

Ressaltamos que o papel da Caern na questão ambiental de Ponta Negra é essencialmente técnico e voltado para a regularização e manutenção do sistema de esgotamento sanitário, conforme previsto em lei. E tem atuado diariamente na manutenção do sistema e que está funcionando normalmente, com tratamento acontecendo na Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) da Rota do Sol.

A alegação de que a Caern está sendo “poupada” por parte do Ministério Público carece de fundamento. O foco técnico atribuído à companhia reflete seu papel institucional e sua responsabilidade específica no contexto das investigações, que se diferenciam das competências municipais. A Caern segue sendo fiscalizada e acompanhada pelos órgãos de controle.

Por fim, o Idema e a Caern permanecem à disposição para prestar qualquer esclarecimento à sociedade e reafirmam seu compromisso com a proteção ambiental e a qualidade de vida da população potiguar.

Assessoria de Comunicação do Idema e da Caern

VÍDEO: Seinfra controla erosão próxima ao Morro do Careca e diz que vai investigar quem abriu valas para água da chuva escoar para o mar

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) acionou máquinas para conter o processo de erosão próximo ao Morro do Careca.

De acordo com a secretaria, valas foram abertas manualmente para que a água da chuva pudesse escoar para o mar e quando isso é feito sem planejamento, a água ganha força e leva todo sedimento.

A pasta também informou que vai investigar quem abriu as valas. Confira o vídeo abaixo!