Prefeitura de Parnamirim inicia regularização fundiária na Toca da Raposa

A Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (Seharf), deu início à regularização fundiária na Toca da Raposa, um projeto que vai reconhecer o direito à propriedade dos moradores da região. A empresa Start, contratada pelo município, será responsável por executar o projeto, que deve ser concluído em até 12 meses.

A área que será regularizada é de pouco mais de 5 hectares, limitando-se às ruas Pedro Gomes, Bororó Simão, Margarida Alves e Rua Bela Vista. O projeto conta com diversas etapas, incluindo mobilização social nas casas, legalização na Secretaria de Meio Ambiente, trâmites de cartório, todos gratuitos para os moradores.

A regularização fundiária trará inúmeros benefícios para os moradores do Portal do Jiqui II, conhecido como Toca da Raposa. Além de reconhecer o direito à propriedade, o projeto também permitirá a valorização do imóvel, a possibilidade de financiamento e a legitimação da sucessão em caso de falecimento.

 

Segundo Vinicius Barros, secretário de Habitação de Parnamirim, o projeto é completamente gratuito e contará com a participação da Semur e do cartório. A Prefeitura espera que o projeto seja concluído em 12 meses e que traga uma melhoria significativa na qualidade de vida dos moradores da Toca da Raposa.

A cúpula da Prefeitura, liderada pela prefeita Nilda Cruz, esteve na comunidade na noite da última terça-feira (1) para explicar quem vai ter acesso à regularização e como serão as etapas seguintes. A Toca da Raposa tem uma história que remonta à década de 90, quando as primeiras casas começaram a ser construídas. Hoje, aproximadamente 350 imóveis serão regularizados com a escritura pública. Com o processo, a Toca da Raposa se tornará um bairro propriamente dito, com todos os direitos e benefícios que isso implica.

Os moradores terão acesso ao direito de propriedade, abrindo a possibilidade para a venda de imóveis por meio de financiamento, utilização como garantia, direito de sucessão para os filhos em caso de falecimento do proprietário e diversas outras vantagens.

Polícia fecha empresa de segurança usada por facção criminosa no RN e prende suspeitos

Foto: PCRN

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte desarticulou, nesta quarta-feira (2), uma célula de facção criminosa que utilizava uma empresa de segurança privada como fachada para o tráfico de drogas na região Oeste potiguar. A ação, batizada de “Operação Floripa”, resultou na prisão de nove pessoas e no fechamento da empresa, com atuação nas cidades de Alexandria, Natal, Serra Negra do Norte e Serra do Mel.

Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 8 mandados de prisão expedidos pela Justiça. A investigação revelou uma rota de tráfico que abastecia a cidade de Alexandria com entorpecentes de alta pureza.

O nome da operação faz referência ao termo “Floripa”, utilizado pela facção para identificar drogas com maior grau de pureza, destinadas à região.

A ofensiva policial contou com a participação de cerca de 50 agentes civis, oriundos de diversas delegacias regionais, incluindo Alexandria, Patu, Pau dos Ferros, Serra Negra do Norte, Serra do Mel e Natal (DEPROV). A ação também teve apoio da Polícia Militar, por meio da 2ª Companhia de Alexandria.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros envolvidos no esquema criminoso.

 

Tribuna do Norte

Neymar completa um mês sem jogar enquanto acumula polêmicas fora de campo e com retorno incerto

PAULISTAO - Santos x Botafogo - Estádio Urbano Caldeira (05/02/2025) - Fotos: Raul Baretta/ Santos FC.
Fotos: Raul Baretta/Santos FC

Neymar completa nesta quarta-feira (2), um mês desde sua última partida oficial pelo Santos, diante do Red Bull Bragantino, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. Desde então, o camisa 10 se recupera de um edema na coxa esquerda e está afastado das atividades com o restante do elenco, enquanto acumula polêmicas fora de campo em meio à sua recuperação. E mesmo após perder um mês de jogos, continua com seu retorno à equipe de Pedro Caixinha incerta.

Pela cronologia dos fatos, Neymar deixou o gramado na partida contra o Bragantino acusando uma lesão na coxa esquerda. Por decisão da comissão técnica, foi poupado do duelo com o Corinthians, na semi do Paulistão, pensando em preservar sua principal estrela para a estreia do Brasileirão. No entanto, desde a eliminação no Estadual, o atacante não evoluiu o suficiente para voltar a treinar junto ao elenco e, consequentemente, retornar aos gramados.

O edema na perna esquerda também fez com que ele fosse cortado da última convocação de Dorival Júnior à frente da seleção brasileira, para os duelos com Colômbia e Argentina em março. Em seu lugar, o treinador convocou Endrick, que havia sendo esnobado das listas do Brasil.

A expectativa inicial do Santos era de contar com o reforço de sua principal estrela já na estreia do Brasileirão, diante do Vasco, em São Januário. O duelo também marcaria o reencontro de Neymar com Philippe Coutinho, parceiros de longa data na seleção brasileira. Para isso, o camisa 10 reforçou a parte física em sua folga do Santos, em sua mansão de Mangaratiba, no Rio, e passou para as atividades em campo assim que voltou ao CT Rei Pelé.

Nos últimos dias, no entanto, Neymar não evoluiu o suficiente para permitir ao Santos contar com seu reforço já no início do Brasileirão. E a tendência é que, para a próxima rodada, ele permaneça focado em sua recuperação e fortalecimento físico, para evitar que haja um problema mais sério do que o edema na coxa, como a ruptura do músculo – que poderia afastá-lo por longos meses dos gramados.

“Não podemos esquecer o longo tempo de inatividade, que ele joga com uma explosão e intensidade tamanha, não sabe atuar de outra maneira e quer sempre jogar, ganhar. Ele passou pelo ciclo de jogo e participou de mais partidas do que fez nesses últimos anos. Agora estamos a prepará-lo para o ciclo de treino e depois vamos prepará-lo para o ciclo e treino e de jogo. É um processo com paciência para que esteja pronto”, explicou Caixinha, sobre a decisão de afastá-lo da primeira rodada, contra o Vasco.

O Santos encara o Bahia neste domingo, pela segunda rodada do Brasileirão. Ainda sem treinar com o restante do elenco, a tendência natural é que o atacante não esteja em campo.

KINGS LEAGUE, CARNAVAL E POLÊMICAS

Ausência em campo, Neymar dominou o noticiário no último mês fora dele. A começar por sua lesão inicial, o atacante foi criticado por, em seu período de folga do Santos, viajar ao Rio para passar o carnaval no desfile das escolas de samba, na Sapucaí. À época, ele já havia acusado o incômodo muscular após duelo com o Bragantino e enfrentaria o Corinthians, pela semifinal, no fim de semana.

Não só isso, mas Neymar se envolveu em outra polêmica, relacionada a um possível relacionamento extraconjugal que teria ocorrido em uma festa particular, na semana seguinte à eliminação para o Corinthians no Paulistão. O camisa 10 não chegou a se pronunciar oficialmente em relação ao caso, mas publicou fotos ao lado de sua filha, Mavie, e da mulher, Bruna Biancardi.

Ainda, nesta semana, Neymar chamou a atenção por sua presença na Kings League, torneio de futebol de 7 em Guarulhos, São Paulo, logo após a estreia do Santos no Campeonato Brasileiro. O atacante não viajou com o grupo a São Januário, no Rio, mas acompanhou a vitória da Furia – equipe da qual é presidente – diante do Real Elite, por 4 a 2.

Na Espanha, o tradicional jornal “As” destacou que “Neymar volta a dar problemas no Brasil”, não só por sua participação na Kings League, mas somado às últimas polêmicas no Santos. Sem o atacante, a equipe alvinegra foi derrotada pelo Vasco por 2 a 1.

Como presidente da Furia, Neymar pode entrar em campo para cobrar uma penalidade máxima ao longo do jogo. Ele até teve a oportunidade para isso, mas Cris Guedes, um de seus “parças” e também presidente da equipe, passou à frente do camisa 10. Também pela sua lesão, Neymar optou por se preservar nesse momento, que exigiria um desgaste físico, embora mínimo.

A Furia venceu por 4 a 2 o Real Elite, que tem a cantora Ludmilla como mandatária. Nas arquibancadas, o atacante se exaltou e se portou como um torcedor, orientando os jogadores da Furia e reclamando das decisões da arbitragem. Esta é a primeira edição da Kings League Brasil, que também conta com outros influenciadores em seu ról de presidentes, como Iran Ferreira, o Luva de Pedreiro.

CONTRATO DE NEYMAR

O atacante tem contrato com o Santos até junho deste ano. Há a possibilidade de renovar este vínculo até a Copa do Mundo de 2026, mas ainda não há um acerto entre as partes para o novo acordo. Além disso, André Cury, empresário do atacante, trabalha para levá-lo de volta para a Europa ao término deste contrato com o clube que o revelou.

Caso isso ocorra, Neymar poderá disputar somente mais 13 jogos com a camisa alvinegra – 11 pelo Campeonato Brasileiro e as partidas pela terceira fase da Copa do Brasil.

Até junho, Neymar terá mais um duelo com o Corinthians, na 9ª rodada, previsto para acontecer na Neo Química Arena. Será a reedição do confronto pela semifinal do Paulistão e o terceiro contra o rival paulista fora de casa neste ano. Nos dois primeiros, derrota do Santos, ambas por 2 a 1, e que registrou dois dos três maiores públicos na casa corintiana.

CONFIRA AS PARTIDAS QUE NEYMAR PODERÁ DISPUTAR ATÉ O FIM DO CONTRATO

06/4 – Santos x Bahia – Brasileirão
13/4 – Fluminense x Santos – Brasileirão
16/4 – Santos x Atlético-MG – Brasileirão
20/4 – São Paulo x Santos – Brasileirão
27/4 – Santos x Red Bull Bragantino – Brasileirão
01/5 – Partida de ida da terceira fase da Copa do Brasil (sorteio)
04/5 – Grêmio x Santos – Brasileirão
11/5 – Santos x Ceará – Brasileirão
18/5 – Corinthians x Santos – Brasileirão
22/5 – Partida de volta da terceira fase da Copa do Brasil (sorteio)
25/5 – Vitória x Santos – Brasileirão
01/6 – Santos x Botafogo – Brasileirão
11/6 – Fortaleza x Santos – Brasileirão

Estadão

Daniel Alves: MP da Espanha vai recorrer contra anulação de condenação

Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

Ex-jogador teve a pena por crime de estupro revogada na última semana na Espanha.

O Ministério Público da Catalunha vai recorrer ao Supremo Tribunal da Espanha contra a anulação da condenação por estupro do ex-jogador Daniel Alves.

A pena aplicada a ele foi de 4 anos e 6 meses, mas na última sexta-feira (28), a “Sessão de Apelações do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha” decidiu por unanimidade pela revogação da sentença baseada em “insuficiência de provas”. O órgão é equivalente à 2ª instância.

O ex-lateral da Seleção foi preso em janeiro de 2023, e estava em liberdade provisória desde março de 2024 após pagar uma fiança de 1 milhão de euros, aproximadamente R$ 5,4 milhões na época.

O recurso que vai contestar a decisão será formalizado pelo Ministério Público do Supremo Tribunal Federal da Espanha com base nos artigos 852 (violação de preceito constitucional) e 849.1 (violação de lei do Código de Processo Penal da Espanha).

 

CNN Brasil

 

Mega-Sena não tem ganhador e prêmio acumula em R$ 51 milhões

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Números sorteados foram: 03 – 05 – 22 – 35 – 53 – 56.

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.847 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (1º). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 51 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 03 – 05 – 22 – 35 – 53 – 56

  • 125 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 26.421,84 cada
  • 6.954 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 678,48 cada 

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de quinta-feira (3), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa Econômica Federal.

 

Agencia Brasil

Tarifaço de Trump nesta quarta (2/4) espalha tensão mundo afora

Tarifaço de Trump nesta quarta espalha medo mundo afora - Metrópoles
Foto: Reprodução

Brasil avalia resposta a tarifaço de Donald Trump enquanto Canadá, China e União Europeia se preparam para contramedidas.

Esta quarta-feira (2/4) marca o início da nova rodada de tarifas sobre importações anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Batizado pelo republicano de “Dia da Libertação”, o tarifaço busca, segundo ele, equilibrar a balança comercial norte-americana e proteger a indústria nacional.

O pacote inclui tarifas sobre diversos setores, como automóveis, aço, alumínio e, até mesmo, produtos farmacêuticos.

Os detalhes exatos das alíquotas e sua aplicação ainda não foram divulgados oficialmente, mas Trump já afirmou que a medida afetará países como Brasil, União Europeia, Canadá, México, China e Coreia do Sul.

A incerteza sobre o impacto das tarifas gerou preocupações nos mercados financeiros e entre os líderes globais, que avaliam formas de reação.

O que Trump pretende com o tarifaço?

A política tarifária de Trump tem como objetivo impor taxas equivalentes às cobradas por outros países sobre produtos dos Estados Unidos. O presidente norte-americano argumenta que as novas tarifas são uma forma de combater o que considera práticas comerciais desleais e incentivar a produção doméstica.

Veja medidas anunciadas:

  • Tarifa de 25% sobre automóveis importados;
  • Aumento de 20% nas tarifas sobre produtos chineses;
  • Tarifas adicionais sobre produtos farmacêuticos importados (ainda sem definição de alíquota);
  • Tarifa de 25% sobre aço e alumínio (já em vigor desde 12 de março);
  • Impostos sobre produtos do Canadá e México que não se enquadrem no USMCA (novo acordo comercial entre os países da América do Norte).

Reação do Brasil

No Brasil, a decisão de Trump gerou preocupação, principalmente, entre os setores de aço e alumínio, que já enfrentavam tarifas desde março. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou as medidas e afirmou que o Brasil recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC). Caso a contestação não seja suficiente, o governo brasileiro considera adotar tarifas sobre produtos estadunidenses.

Já o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, nessa terça-feira (1º/4), que o país aguardará os anúncios oficiais de Trump antes de definir a resposta. “Temos o dever de proteger a economia brasileira e manter o diálogo com os Estados Unidos”, declarou.

A proposta atribui à Câmara de Comércio Exterior (Camex) a responsabilidade de avaliar respostas a medidas comerciais prejudiciais ao Brasil. Entre as possíveis retaliações, estão:
  • Aplicação de taxas extras sobre bens e serviços dos países que impuserem barreiras comerciais ao Brasil;
  • Suspensão de concessão de patentes ou remessa de royalties;
  • Revisão de obrigações do Brasil em acordos comerciais internacionais.

O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), autor da proposta, destacou que a iniciativa visa proteger a economia nacional e evitar que o Brasil seja prejudicado por decisões unilaterais de outros países. “Não podemos aceitar passivamente essas barreiras comerciais. O Brasil precisa agir”, afirmou.

Além das medidas legislativas, uma comitiva de diplomatas brasileiros foi enviada a Washington para tentar negociar alternativas com autoridades norte-americanas e buscar isenções para determinados setores. O governo brasileiro também estuda ampliar acordos comerciais com outros parceiros para reduzir a dependência das exportações para os EUA.

Outros países reagem ao tarifaço

As novas tarifas dos Estados Unidos geraram reações de diferentes países, que estudam contramedidas para proteger suas economias.

Canadá – O primeiro-ministro Mark Carney declarou que as medidas de Trump rompem a parceria entre os dois países e indicou que o Canadá poderá responder com suas próprias tarifas. “A antiga relação que tínhamos com os Estados Unidos, baseada na integração cada vez mais profunda de nossas economias e na estreita cooperação em segurança e militar, acabou”, afirmou Carney.

México – A presidente Claudia Sheinbaum evitou falar em retaliação, mas afirmou que proteger empregos mexicanos é prioridade. “Não acreditamos em olho por olho, dente por dente. Isso sempre leva a uma situação ruim. O diálogo deve continuar. Não é uma questão de você me pôr e eu colocar em você, mas o que é melhor para o México e como lidar com essa situação”, disse.

China – O governo chinês criticou as tarifas e alertou para impactos negativos no comércio global. O Ministério das Relações Exteriores chinês declarou que “não há vencedores em guerras comerciais”.

União Europeia – A UE classificou o tarifaço de Trump como uma medida prejudicial ao comércio global e afirmou que responderá com contramedidas. A Comissão Europeia anunciou que, caso as tarifas sejam aplicadas integralmente, o bloco poderá retaliar com 26 bilhões de euros (cerca de US$ 28 bilhões ou R$ 160 bilhões) em impostos sobre produtos norte-americanos. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que as tarifas “desorganizam cadeias produtivas globais e podem gerar inflação e desemprego”.

 

Metropoles

Quaest: desaprovação do governo Lula mantém crescimento e chega a 56%

O presidente Lula em evento no Palácio do Itamaraty, em Brasília
Foto: Gabriela Biló

Pesquisa Quaest contratada pela Genial Investimentos divulgada hoje mostra que a desaprovação do governo Lula (PT) segue aumentando e atingiu 56% em março.

O que diz a pesquisa
Desaprovação do governo Lula é 15 pontos percentuais maior que a aprovação. Houve um aumento de sete pontos na comparação com a rodada anterior da pesquisa, divulgada em janeiro deste ano. A desaprovação está em crescimento contínuo desde julho de 2024.

Aprovação do governo Lula:

Desaprova: 56% (era 49% em janeiro);
Aprova: 41% (era 47% em janeiro);
Não sabe: 3%.

Avaliação negativa do governo também cresceu. É a quinta alta consecutiva desde julho do ano passado, quando a marca era de 30%, e é o percentual mais alto desde o início do levantamento, que começou em fevereiro de 2023.

Avaliação do governo Lula:

Negativo: 41% (era 37% em janeiro);
Regular: 29% (era 28%);
Positivo: 27% (era 31%);
Não sabe: 3% (era 4%).

Pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 brasileiros presencialmente entre os dias 27 e 31 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Aprovação no Nordeste cai 7 pontos e chega pela primeira vez a empate técnico com o índice desaprovação. Percentual dos que aprovam o governo passou de 59% para 52% na região que historicamente apoia Lula —a margem de erro é de 4 pontos percentuais para este recorte na pesquisa. Em todas as outras regiões, a desaprovação é maior que a aprovação.

Nordeste: 52% de aprovação; 46% de desaprovação
Sudeste: 37% de aprovação; 60% de desaprovação
Sul: 34% de aprovação; 64% de desaprovação
Centro-Oeste/Norte: 44% de aprovação; 52% de desaprovação.

É a primeira vez que a desaprovação do público feminino ultrapassa a aprovação. Entre o público masculino, a diferença entre quem desaprova e aprova é de 20 pontos percentuais — a margem de erro neste recorte é de 3 pontos percentuais..

Feminino: 43% de aprovação; 53% de desaprovação;
Masculino: 39% de aprovação; 59% de desaprovação.

Idosos aprovam governo, enquanto adolescentes e adultos desaprovam.

16 a 34 anos: 33% de aprovação; 64% de desaprovação;
35 a 59 anos: 44% de aprovação; 54% de desaprovação;
60 anos ou mais: 50% de aprovação; 46% de desaprovação
Também pela primeira vez, católicos se dividem em relação ao governo. Entre evangélicos, desaprovação segue em alta.

Católicos: 49% de aprovação; 49% de desaprovação
Evangélicos: 29% de aprovação; 67% de desaprovação.

Mais da metade acredita que o governo Lula está pior que os dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2010. Para 20%, o governo está melhor que os anteriores.

53% acredita que o governo Lula está pior que os dois primeiros mandatos (era 45% em janeiro)
23% acredita que o governo Lula está igual aos anteriores (era 18% em janeiro)
20% acredita que o governo Lula está melhor agora (era 32% em janeiro).

Governo Lula está pior que a gestão de Jair Bolsonaro (PL), segundo entrevistados. É a primeira vez na série história da pesquisa que o mandato do ex-presidente é mais bem avaliado que o de Lula. A coleta dos dados começou no dia 27 de março, um dia após Bolsonaro se tornar réu por tentativa de golpe de Estado.

Governo Lula está pior que o governo Bolsonaro: 43% (era 37% em janeiro)
Governo Lula está melhor que o governo Bolsonaro: 39% (era 42% em janeiro)
Governo Lula está igual ao governo Bolsonaro: 15% (era 20% em janeiro).

Ampla maioria (81%) acredita que Lula deve fazer um governo diferente nos próximos dois anos. Enquanto 15% avalia que deve continuar igual.

Além disso, a maioria (56%) vê que o governo Lula está indo na direção errada, apontou o levantamento. 36% acham que o governo está indo na direção certa.

 

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