A suspeita teria participado de um esquema de fraude eletrônica internacional conhecido como Business E-mail Compromise (BEC), ou CEO Fraud | BNews RN – Divulgação Divulgação/PCRN.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte executou, nesta quinta-feira (2), a operação “Cavalo de Tróia” para cumprir um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão contra uma mulher de 37 anos de idade. Ela é investigada por estelionato eletrônico na modalidade conhecida como “golpe do falso CEO”.
A ação aconteceu em Currais Novos, município que fica no interior do RN. Segundo a investigação, a suspeita teria participado de um esquema de fraude eletrônica internacional conhecido como Business E-mail Compromise (BEC), ou CEO Fraud, em que criminosos se passam por executivos de empresas para induzir funcionários a realizar transferências bancárias.
Criminoso se passou pelo presidente da empresa
De acordo com informações da Polícia Civil, o golpe foi aplicado por meio da plataforma Microsoft Teams. Utilizando um perfil externo com o nome do presidente de uma empresa, o criminoso entrou em contato com uma funcionária e conseguiu convencê-la a realizar quatro transferências via Pix.
As movimentações financeiras somaram aproximadamente R$ 1 milhão, valor que, segundo as investigações, foi depositado em uma conta bancária de titularidade da suspeita presa nesta quinta-feira.
A fraude só foi descoberta no dia 8 de maio deste ano, quando o suposto executivo solicitou novos pagamentos. Ao confirmar a solicitação pelos canais internos da empresa, a vítima constatou que o perfil utilizado pertencia a uma pessoa externa à organização e não ao verdadeiro presidente.
Investigações continuam
Além da prisão preventiva, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, bem como ordens judiciais para quebra de sigilos e outras medidas cautelares.
O objetivo foi recolher aparelhos eletrônicos, registros digitais e demais elementos que possam fortalecer as provas e auxiliar na identificação de outros integrantes do grupo criminoso.
A mulher foi presa e encaminhada à delegacia para os procedimentos legais. Em seguida, foi conduzida ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para localizar e responsabilizar os demais envolvidos na aplicação do golpe do “falso CEO”.
O pré-candidato a deputado federal Kelps Lima lançou nesta terça-feira (30) a novela digital “Fala Que Eu Te Escuto”, série de episódios que será publicada em dias alternados ao longo da semana nos perfis @kelpslima e @falaqueeuteescutorn no Instagram. A produção retrata sua trajetória, da infância humilde no Alecrim até a vida pública, ao mesmo tempo em que convida a população a participar, ser ouvida e ajudar a construir um novo futuro para o Rio Grande do Norte.
A narrativa acompanha a história do menino que precisou trabalhar cedo, venceu as dificuldades, formou-se em Direito pela UFRN, construiu uma carreira de sucesso na advocacia e ingressou na política movido pelo desejo de representar quem mais precisa. Sem pertencer a grupos tradicionais, foi eleito três vezes deputado estadual e agora disputa uma vaga na Câmara Federal.
Conhecido por inovar na comunicação política e por ter sido pioneiro no uso das redes sociais em campanhas eleitorais, Kelps aposta mais uma vez em um formato criativo para aproximar a política das pessoas.
“Quero contar minha história, mas, principalmente, ouvir a história de quem nunca teve espaço. A política precisa escutar mais, falar a linguagem das pessoas e criar oportunidades para que todos participem. Inovar sempre fez parte da minha caminhada, e essa é mais uma forma de aproximar a população das decisões que transformam o nosso estado”, afirma Kelps Lima.
Os episódios serão lançados diariamente e prometem unir emoção, identificação e participação popular em um formato inédito na política potiguar.
O cantor Neto Araújo, ex-vocalista da banda Cavaleiros do Forró, morreu nesta quinta-feira (2), aos 42 anos. A informação foi divulgada pela própria banda, que publicou nota de pesar nas redes sociais. A causa da morte não foi informada. O cantor tinha comemorado aniversário há dois dias atrás, em 30 de junho.
Neto Araújo fez parte da história da Cavaleiros do Forró e integrou uma das fases do grupo. Em nota, a banda destacou a passagem do cantor pela formação. “Neto fez parte da história da Cavaleiros do Forró, onde deixou sua voz, seu talento e sua dedicação, marcando uma importante fase da nossa trajetória”, publicou a banda.
Atualmente, o artista integrava a banda Collo de Menina, ao lado de Roberta Felina e Matheus Leite. O grupo tinha apresentações agendadas para os dias 3 e 4 de julho, em Dom Inocêncio, no Piauí, e Cacimba de Dentro, na Paraíba, respectivamente. Segundo informações da banda, Neto nasceu em 30 de junho de 1984.
Na nota, a Cavaleiros do Forró também prestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas de profissão e fãs do cantor. “Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos, colegas de profissão e todos os fãs que tiveram o privilégio de conhecer seu trabalho”, afirmou a banda.
Já a Collo de Menina, ressaltou a presença de Neto no grupo. “A memória que permanece é a de um artista apaixonado pela música, de um companheiro querido e de alguém que deixou sua marca através do talento, do sorriso e da alegria que levava por onde passava. Sua história seguirá viva na Collo de Menina e no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo”, publicou nas redes sociais.
A sessão ordinária desta quinta-feira, 2, foi marcada por forte emoção na tribuna do Plenário Dr. Mário Medeiros. O vereador Marquinhos da Climep subiu à tribuna para realizar seu pronunciamento de despedida do Poder Legislativo municipal, motivado pelo retorno do vereador titular Wolney França à Casa Legislativa.
Em tom emocionado, Marquinhos expressou sua profunda gratidão aos eleitores, à equipe de gabinete, aos servidores da Casa Legislativa e aos demais parlamentares pelo apoio durante o período em que esteve exercendo o mandato.
“Entrei nesta Casa com o compromisso inegociável de ser a voz do povo de Parnamirim e saio hoje com o coração leve, a cabeça erguida, de trabalho feito e o sentimento profundo de dever cumprido. Cada projeto defendido e cada comunidade ouvida valeram a pena. O trabalho por Parnamirim não para aqui”, declarou o vereador na tribuna.
A saída de Marquinhos da Climep foi elogiada pelos pares na Casa, que parabenizaram o parlamentar pela lisura, ética e relevância dos debates promovidos por ele. Ele teve apartes das vereadoras Rárika Bastos, Rhalessa de Clênio, Rafaela de Nilda, e dos vereadores Éder Queiroz, Gabriel César, Irani Guedes, Jonas Godeiro, Eurico da Japão, Chicão.
Um ano e meio de dedicação e conquistas por Parnamirim
Primeiro suplente do partido nas últimas eleições municipais, Marquinhos da Climep assumiu oficialmente a vaga na Câmara Municipal de Parnamirim em janeiro de 2025. Ao longo de 1 ano e 6 meses de atuação ininterrupta na Casa Legislativa, o parlamentar manteve uma postura firme e atuante, pautando seu mandato no diálogo direto com as comunidades e na defesa dos direitos dos cidadãos parnamirinenses.
Wolney França, que havia deixado temporariamente o legislativo no início do ano passado para assumir a Secretaria Municipal de Tributação a convite da prefeita Nilda Cruz, reassume a titularidade de sua cadeira parlamentar. Com a mudança, Marquinhos da Climep encerra seu ciclo de atuação como parlamentar neste período, deixando um legado de intenso trabalho e forte representatividade popular.
O ex-prefeito de Parnamirim, Rosano Taveira, e a ex-primeira-dama Alda Lêda promoveram um encontro que reuniu amigos, lideranças políticas e apoiadores em uma noite marcada por demonstrações de prestígio e articulação política.
Durante o evento, o casal apresentou oficialmente seus nomes para as eleições de 2026: Taveira Júnior como pré-candidato a deputado estadual e Juninho Saia Rodada como pré-candidato a deputado federal. A apresentação foi acompanhada por manifestações de apoio do público presente, que recebeu os pré-candidatos com entusiasmo e aplausos.
O encontro também simbolizou a continuidade do grupo político liderado por Taveira, que administrou Parnamirim por dois mandatos. A presença de apoiadores e lideranças reforçou a capacidade de mobilização do ex-prefeito e evidenciou que o grupo segue organizado para o próximo processo eleitoral.
Em clima de emoção, os discursos destacaram a importância da união, do diálogo e da construção de um projeto voltado para o fortalecimento da representação política de Parnamirim e do Rio Grande do Norte.
A receptividade aos nomes apresentados demonstrou que a pré-campanha começa com uma base de apoio consolidada, em um evento que reuniu antigos aliados, amigos e simpatizantes do grupo político, reforçando a intenção de manter o protagonismo nas eleições de 2026 e 2028.
A Ouvidoria da Câmara Municipal de Parnamirim apresentou o relatório consolidado das manifestações e pedidos de informação registrados entre os meses de janeiro e junho de 2026. O balanço reflete o compromisso do Poder Legislativo com a transparência pública, a participação social e a eficiência no atendimento aos cidadãos parnamirinenses.
No total acumulado do primeiro semestre, o órgão contabilizou 59 manifestações de ouvidoria e 23 pedidos de acesso à informação via E-SIC (Sistema Eletrônico do Serviço de Informação ao Cidadão), somando 82 interações diretas com a população.
Das 59 manifestações recebidas pela Ouvidoria de janeiro a junho, o mês de abril registrou o maior volume de procura, com 17 registros, seguido por março, com 14.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a investigação do conteúdo extraído de aparelhos celulares de Frederick Wassef, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apreendidos pela Polícia Federal no inquérito que apura desvio de joias sauditas e presentes recebidos pelo ex-mandatário.
Em agosto de 2023, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Wassef e a outros suspeitos no âmbito da investigação sobre a venda ilegal de itens de luxo presenteados ao governo brasileiro.
“Do exame das razões apresentadas pela Procuradoria-Geral da República, verifico que os fatos noticiados pela Polícia Federal não possuem conexão com o objeto destes autos. Diante do exposto, desentranhe-se as informações encaminhadas pela Polícia Federal e autue-se petição autônoma e sigilosa”, decidiu o magistrado.
Em março, Moraes havia mandado a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisar e se manifestar sobre os dados. O órgão foi favorável a investigar o conteúdo encontrado no celular do advogado com o objetivo de “que se avalie as hipóteses criminais cogitadas”, que não têm “conexão ou pertinência” com o caso das joias.
A PF encaminhou uma análise complementar de dados obtidos a partir de aparelhos celulares apreendidos com Frederick Wassef. Segundo a corporação, o material revelou “eventos fortuitos” que precisam ser apurados em procedimento separado.
É investigado um suposto esquema de enriquecimento de venda ilegal de joias e bens de luxo da União para favorecer o patrimônio privado do ex-presidente.
Wassef, que é advogado de Bolsonaro, e o ex-presidente foram indiciados no caso do suposto desvio de joias recebidas do governo da Arábia Saudita.
Em 5 de março, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu o arquivamento da investigação sobre joias recebidas por Jair Bolsonaro. Segundo ele, a legislação não é clara sobre a quem pertence um presente recebido no exercício do cargo, se ao presidente ou à União.
A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, permaneceu em silêncio durante seu depoimento oficial na Depatri, em Belo Horizonte. Ela é suspeita do latrocínio do casal de idosos Maria Clotilde e Cláudio Atala Inácio, ocorrido no bairro São Pedro. Apesar do silêncio na delegacia, logo após ser presa em Itabira, ela havia confessado o crime aos policiais, alegando ter dopado as vítimas após se sentir “atraída” pelo apartamento no primeiro dia de trabalho. Paola negou que o roubo (de onde conseguiu mais de R$ 3.000 vendendo os bens no centro da capital) fosse para pagar dívidas de jogo ou agiotas, afirmando que o dinheiro era para “custos do dia a dia”. A suspeita foi encaminhada para exames de corpo de delito antes de seguir para o sistema prisional.
O deputado federal Robinson Faria esteve nesta terça-feira (30) em Passa e Fica para receber o título de Cidadão Honorário do município, tornando-se oficialmente passa-fiquense. A honraria foi proposta pelo vereador Netto Pinto e aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal, em reconhecimento à parceria construída ao longo dos anos entre o parlamentar e o município. Na mesma cerimônia, o prefeito Flaviano Lisboa também foi homenageado com o título.
Robinson Faria é reconhecido em Passa e Fica como o pai da saúde do município, tendo destinado emendas parlamentares que zeraram a fila de cirurgias e contribuíram para tornar a saúde local uma referência na região. Além dos investimentos na saúde, o deputado também destinou recursos para o desenvolvimento do município em diversas áreas.
A cerimônia contou ainda com a presença do vice-prefeito Elson Lima, dos ex-prefeitos Pepeu Lisboa, Leonardo Lisboa e Celu Lisboa, além de vereadores e lideranças do município. “Que honra receber o Título de Cidadão Passa-Fiquense! Esse título é a prova de que o trabalho feito com dedicação sempre é reconhecido. Obrigado a todos pela acolhida e pelo carinho! Agradeço ao vereador Netto Pinto pela proposição e a todos os vereadores pela aprovação unânime”, afirmou o parlamentar.
Caso voltou ao debate após a prisão do motorista condenado 42 anos depois da tragédia; TJRN e advogado explicam como funcionam os prazos de prescrição.Capa da Tribuna do Norte da edição de 26 de fevereiro de 1984 | Foto: Arquivo TN .
A prisão de Aluísio Farias Batista, motorista condenado pela Tragédia do Baldo, trouxe uma dúvida que vem sendo amplamente debatida nas redes sociais: por que, mesmo 42 anos depois do acidente, a pena ainda pode ser cumprida? A resposta envolve os marcos de interrupção, mudança em lei e prazos dentro do processo penal.
Aluísio foi preso na última sexta-feira (26), em Mato Grosso, em uma ação conjunta das Polícias Civis do Rio Grande do Norte e de Mato Grosso. Ele foi condenado a 21 anos de reclusão pelo acidente ocorrido em 25 de fevereiro de 1984, quando um ônibus atingiu integrantes de uma banda e foliões do bloco carnavalesco Puxa-Saco, na região do Baldo, em Natal. Ao todo, 19 pessoas morreram.
Segundo informações repassadas pelo TJRN, a denúncia contra Aluísio foi oferecida em 30 de julho de 1984. Como ele estava foragido, o processo ficou suspenso aguardando a captura. Ainda de acordo com o TJRN, em 2008 entrou em vigor a Lei nº 11.689, que alterou regras do Código de Processo Penal e possibilitou a realização do júri popular. Com isso, o processo foi reativado, e o julgamento ocorreu no ano seguinte.
A sentença foi proferida em 15 de maio de 2009, passados mais de 25 anos da data do crime. Após o trânsito em julgado, quando não havia mais possibilidade de recurso, o mandado de prisão foi expedido em 3 de abril de 2018. O mandado, segundo o TJRN, é válido até 19 de outubro de 2029.
Como funcionam os prazos do processo?
Para o advogado criminalista Vinícius Cipriano, conselheiro estadual da OAB e professor universitário, é importante diferenciar a validade do mandado de prisão da prescrição da pena. A prescrição, explica ele, é o prazo previsto em lei para que o Estado possa punir alguém ou executar uma condenação. Já o mandado é o instrumento judicial que determina o recolhimento do condenado ao sistema prisional.
“A validade do mandado de prisão definitiva não necessariamente terá relação direta com o prazo prescricional, pois esse prazo de vencimento do mandado se encontra relacionado com o status ativo ou inativo no sistema do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP)”, afirma.
Vinicius Cipriano, advogado criminalista, conselheiro estadual da OAB-RN e professor universitário | Foto: Cedida.
Segundo Cipriano, a data de validade do mandado não significa, automaticamente, que o condenado ficaria livre em 2029 caso não tivesse sido preso agora, mas sim que o sistema judicial faria uma reavaliação do caso.
O advogado também esclarece que, no processo penal, existem situações que interrompem ou suspendem a contagem da prescrição. Entre os marcos que podem interromper a prescrição estão o recebimento da denúncia, a decisão de pronúncia, eventual decisão que confirma a pronúncia, a publicação da sentença ou do acórdão condenatório, o início ou a continuação do cumprimento da pena em caso de fuga, além de reincidência por nova condenação em outro processo.
Já as hipóteses de suspensão incluem situações como cumprimento de pena no exterior, existência de questão pendente para confirmar indícios de materialidade de crime, prisão por outro motivo e casos em que o réu não é encontrado para responder à acusação.
Prescrição muda após condenação definitiva
No prazo, ainda há uma diferenciação antes e depois da condenação definitiva. Segundo, Cipriano, antes do trânsito em julgado, é uma prescrição da pretensão punitiva. Depois do trânsito em julgado, o que se analisa é a prescrição da pretensão executória, ou seja, o prazo para o Estado executar a pena já imposta. “A prescrição da pretensão executória será a verificada entre a data do trânsito em julgado da sentença e o início do cumprimento da pena”, afirma.
Segundo ele, para uma pena como a aplicada no caso da Tragédia do Baldo, o prazo de prescrição seria de 20 anos entre os marcos interruptivos ou suspensivos, caso o condenado seja réu primário. Cipriano ressalta, porém, que a expedição do mandado de prisão não é a data de referência para essa contagem.
Matéria da edição de 26 de fevereiro de 1984, sobre a Tragédia do Baldo | Foto: Arquivo TN.
“A expedição de mandado de prisão para cumprimento da condenação não é a data de referência para contagem, pois os marcos neste momento são a publicação da sentença ou o acórdão que confirmar a condenação e o início do cumprimento da pena ou reinício, em caso de fuga”, explica.
Fuga e uso de documentos falsos
Outro ponto que pode ter influência no caso é o fato de o condenado ter permanecido foragido. Segundo a Polícia Civil, Aluísio teria usado documentos de terceiros ao longo dos anos, o que dificultou a localização dele. Para o advogado, esse tipo de situação pode produzir efeitos jurídicos diferentes.
“O primeiro, já explicado, é a incidência na contagem da prescrição: enquanto o condenado se encontra foragido, o prazo prescricional não transcorre. E se for comprovado o uso de identidade falsa, a situação se enquadra como mecanismo pelo qual supostamente se manteve o estado de ocultação por décadas, impedindo o Estado de localizá-lo”, afirma.
O segundo efeito, segundo Cipriano, é a possibilidade de apuração de novos crimes relacionados ao uso de documentação falsa. Ele cita os crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso, previstos no Código Penal.
“A falsidade ideológica e o uso de documento falso são crimes independentes do crime original. Esses fatos podem ser apurados em separado e podem gerar nova persecução penal, ainda que a análise de eventual prescrição desses crimes dependa das datas específicas de cada conduta”, explica.
Em resumo, segundo o advogado, o fato de o condenado ter ficado foragido por décadas não elimina a condenação. “Fugir usando nome falso não apaga a condenação — suspende o relógio da prescrição enquanto dura a fuga, e ainda pode gerar responsabilidade por novos crimes no caminho”, finaliza.
Foram testados os pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), além de Michelle Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível.
O levantamento foi realizado entre 26 e 30 de junho, com 4.999 entrevistados, tem margem de erro de um ponto percentual, 95% de nível de confiança e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.
Lula x Flávio Bolsonaro
Em possível disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Lula tem 48,8% das intenções de voto, contra 42,3% dele. Em abril, os dois pré-candidatos tinham 48% das intenções de voto cada, o que indica que Flávio perdeu 5,7 pontos percentuais. A pesquisa de maio permanece suspensa por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Também aumentou o número de quem pretende votar em branco ou ainda não sabe em quem votar, passou de 5% em abril para 8,9% em junho.
Michelle e Jair Bolsonaro também foram testados
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que não é pré-candidata, perderia para Lula, segundo a pesquisa, com 38,9% dos votos, enquanto o petista ganharia com 48,7%. Lula também venceria o ex-presidente Jair Bolsonaro, com 48,6% das intenções de voto. Bolsonaro teria 43,1%, o melhor resultado entre os testados. O ex-presidente, no entanto, está inelegível e não pode ser candidato.
Lula x Caiado, Zema e Renan
Lula tem 48% das intenções de voto em eventual disputa com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), em segundo turno. O goiano, por sua vez, soma 39%.
Contra o ex-governador de Minas Gerais, Lula tem 48,2%, enquanto Romeu Zema soma 38,5%. Já no teste com Renan Santos, o petista conseguiu a maior vantagem, de 20,3 pontos percentuais, com 49,2%, e o oponente registrando 28,9%.
Primeiro turno
Lula aparece na liderança da disputa pelo Palácio do Planalto em cenário de primeiro turno da pesquisa. O petista registra 46,3% das intenções de voto, enquanto o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) soma 36,6%.
Na sequência, aparecem Renan Santos (Missão), com 7,8% das intenções de voto, Ronaldo Caiado (PSD), com 2,9%, e Romeu Zema (Novo), com 2%.
Completam o cenário Joaquim Barbosa (DC), com 1%; Aécio Neves (PSDB), com 0,7%; Samara Martins (UP), com 0,6%; Augusto Cury (Avante), com 0,5%; Cabo Daciolo (Mobiliza), com 0,2%; Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB), ambos com 0,1%; e Hertz Dias (PSTU), que não pontuou.
A crise entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro provocou um novo abalo nos planos eleitorais do PL para 2026. Segundo parlamentares e integrantes da legenda, Michelle decidiu desistir da candidatura ao Senado pelo Distrito Federal após o desgaste causado pelo embate público com o pré-candidato do partido à Presidência da República.
De acordo com aliados, Michelle afirmou estar “esgotada” com a repercussão da disputa e preocupada com a exposição da família nas redes sociais. Ela também demonstrou receio em relação aos ataques direcionados às filhas e disse que, neste momento, prefere se afastar da disputa eleitoral. Apesar da decisão, dirigentes do PL ainda tentam convencê-la a rever a posição.
O conflito ganhou força na última semana, quando Michelle publicou vídeos afirmando que foi “maltratada”, “desrespeitada” e tratada de forma ríspida por Flávio Bolsonaro durante uma conversa sobre a estratégia eleitoral do partido no Ceará. Segundo a ex-primeira-dama, o senador afirmou que ela deveria ficar fora das decisões partidárias e que não entendia de política, declarações que ela classificou como uma humilhação.
A divergência teve origem nas articulações do PL no Ceará. Flávio Bolsonaro e a maior parte da direção nacional da legenda defendem uma aliança com Ciro Gomes (PSDB) para a disputa pelo governo estadual. Michelle, por outro lado, é contrária ao acordo e defende outro caminho para o partido.
Após a divulgação dos vídeos, aliados de Flávio, como Eduardo Bolsonaro, Alexandre Ramagem e o influenciador Paulo Figueiredo, passaram a criticar publicamente a ex-primeira-dama, aprofundando a divisão no grupo bolsonarista.
Nos bastidores, Michelle também afirmou que pretende dedicar mais tempo aos cuidados com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.
Enquanto isso, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tenta intermediar uma reconciliação entre Michelle e Flávio para evitar que a crise continue afetando os planos eleitorais do partido.
A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) foi contemplada pelo Governo Federal com mais 90 novos códigos de vagas para os cargos de Técnicos-Administrativos em Educação (TAE) e 15 novos códigos de vagas para Professor do Magistério Superior. A ampliação está prevista na Portaria Conjunta MGI/MEC nº 38, publicada na segunda-feira, 29 de junho, no Diário Oficial da União (DOU).
No ano passado, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos já havia destinado à Universidade 46 novas vagas para TAEs e 16 vagas para docentes. Com os dois atos, a UFERSA passa a acumular, em menos de um ano, 136 novas vagas para técnicos-administrativos e 31 novas vagas para professores.
O quantitativo de vagas para técnicos-administrativos representa um crescimento expressivo no quadro efetivo, correspondendo a cerca de um quarto do atual corpo de servidores técnicos. “A ampliação permitirá fortalecer setores estratégicos, melhorar a prestação dos serviços à comunidade acadêmica, acompanhar o processo de expansão e consolidação da universidade e reduzir a sobrecarga de trabalho da categoria”, avalia a pró-reitora de Gestão de Pessoas, Rannah Munay.
O reitor da UFERSA, professor Rodrigo Codes, reforça que os novos códigos de vagas visam fortalecer os serviços prestados à comunidade acadêmica. “Estamos caminhando para realizar o maior concurso da história da nossa universidade. Essa conquista é resultado de uma articulação assertiva que estamos mantendo com o MGI e o MEC a partir de dados técnicos levantados pela nossa equipe”, detalha o reitor.
Com as novas autorizações, a UFERSA figura entre as 15 universidades federais brasileiras mais contempladas com novos códigos de vagas para servidores. “Esse é um indicador que evidencia o reconhecimento das necessidades institucionais e o fortalecimento da educação superior pública federal”, avalia Codes.
Ex-primeira-dama diz que vai se dedicar à família – (Foto: PL Mulher/Reprodução).
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou nesta terça-feira que deixará a presidência do PL Mulher. Em nota, ela afirmou que a decisão foi tomada após refletir com o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o momento vivido pela família e comunicada ao presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. Segundo Michelle, o afastamento tem como objetivo permitir que ela se dedique integralmente aos cuidados com o marido e a filha.
No comunicado, Michelle fez um balanço de sua passagem pelo comando do segmento feminino do Partido Liberal e afirmou que, ao lado das presidentes estaduais e municipais, ajudou a formar um “grande exército de mulheres de bem” comprometido com o fortalecimento da participação feminina na política. Ela também agradeceu à vice-presidente do PL Mulher, Priscila Costa, às lideranças do movimento e à equipe da direção nacional do partido, além de reconhecer a confiança de Valdemar Costa Neto pela autonomia concedida durante sua gestão. A ex-primeira-dama encerrou a mensagem desejando que o trabalho desenvolvido pelo grupo continue crescendo e pedindo bênçãos para as famílias brasileiras e para o país.
Veja a nota na íntegra:
“Na condição de Presidente do Partido Liberal Mulher, venho por meio desta informar que, após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o Presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar – integralmente – aos cuidados para com o meu marido e minha filha. Durante o período em que estive à frente do PL Mulher, construímos – juntamente com as nossas presidentes – um grande exército de mulheres de bem que já começaram a transformar o Brasil e a corrigir os rumos da nossa Nação.
Conhecendo a força e a capacidade das mulheres brasileiras, tenho certeza de que o nosso movimento crescerá ainda mais e teremos um futuro próspero para os nossos filhos e netos. Quero agradecer, na pessoa da minha vice-presidente, Priscila Costa – a todas as minhas presidentes estaduais e municipais que, com tanto carinho, empenho e dedicação tornaram possível a expansão de nosso movimento que está edificando o nosso país. Sem vocês, nada disso seria possível. As sementes foram lançadas e, em breve, vocês colherão os frutos desse trabalho tão lindo que vocês realizaram em favor das famílias de nossa grande Nação. Peço a Deus que esteja sempre com vocês, inspirando e conduzindo esse trabalho e que as mulheres ocupem, cada vez mais, os lugares que lhes pertencem nas esferas de decisão e de poder. Vocês estarão sempre nas minhas orações como forma de gratidão e de amor por cada uma de vocês.
Agradeço também o Presidente Valdemar pela autonomia que me concedeu e por ter confiado a mim tão nobre desafio. À minha amada equipe da Nacional, mulheres e homens gigantes que comigo enfrentaram todos os desafios que surgiram à nossa frente, agradeço do fundo do meu coração. Somente Deus pode recompensá-los por todo bem que fizeram a mim e ao nosso Brasil. Eu amo a vida de cada um de vocês. Que Deus os abençoe. Que Ele abençoe as nossas famílias. Que Deus abençoe o nosso amado Brasil.
Antes de passar o bastão da presidência da Segunda Turma para o ministro Luiz Fux, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, falou sobre os desafios que estão por vir. Na visão de Gilmar, o maior desafio de Fux no comando do colegiado, que começa em agosto, será o julgamento dos desdobramentos da Operação Compliance Zero, que envolve as fraudes ao Sistema Financeiro, provocadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Durante a última sessão presencial da Turma e sua última como presidente, Gilmar ressaltou: “Talvez o maior desafio desse período, e que creio que permanecerá durante a presidência do ministro Luiz Fux, seja a supervisão judicial das investigações relativas à operação Compliance Zero“, disse.
Para Gilmar, nenhum outro caso atualmente parece desafiar tanto as premissas da função do Poder Judiciário em casos de elevada repercussão que envolvem réus politicamente expostos e submetidos a um intenso processo midiático de estigmatização.
Gilmar ainda prosseguiu: “Tenho a certeza que este órgão colegiado saberá responder à altura aos desafios que nos são trazidos a partir de mais um grande caso penal rumoroso, em que as exigências de estabelecimento de limites à atuação dos órgãos de persecução não podem ser confundidas com estímulos à impunidade ou qualquer coisa do gênero”, completou.
Após discursos acalorados na sessão que julgou a manutenção da prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, Gilmar ainda frisou sua confiança no ministro André Mendonça, relator do Caso Master na Corte.
“É importante que se diga que eventuais divergências quanto ao mérito de determinada medida processual não são sinônimo de desunião da Corte em relação à importância do caso e à observância dos direitos fundamentais das pessoas investigadas”, ressaltou.
Para Gilmar, a divergência de votos e opiniões constitui uma das principais características do exercício da jurisdição no âmbito de órgãos colegiados, como os tribunais. O ministro concluiu seu discurso de despedida com a defesa da união no Supremo.