Prefeitura fortalece movimento junino em Parnamirim

Com objetivo de fortalecer as ações de incentivo a cultura junina do município, a Prefeitura de Parnamirim realizou nesta quinta-feira (21) a entrega dos cheques às quadrilhas juninas contempladas pelo edital de apoio ao São João 2026.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Cultura (SEMUC) e contempla quadrilhas de diferentes categorias, incentivando através do apoio financeiro para grupos tradicionais, estilizados e iniciantes.

Ao todo, o edital prevê cinco incentivos no valor de R$ 15 mil para quadrilhas tradicionais ou estilizadas com atuação comprovada nos últimos cinco anos e no mínimo 16 pares; quatro apoios de R$ 5 mil destinados a grupos com pelo menos 14 pares e atuação nos últimos dois anos; além de cinco incentivos de R$ 2 mil voltados para quadrilhas iniciantes, com até 12 pares e comprovação de atividades no ano vigente.

Durante a solenidade, a prefeita destacou a importância do movimento junino para a identidade cultural de Parnamirim e ressaltou os impactos positivos da valorização das quadrilhas para a economia local. “Estamos fortalecendo uma tradição que faz parte da história e da cultura do nosso povo”, declarou.

VÍDEO: idoso é atacado por torcida organizada horas antes do Clássico-Rei em Natal

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Um idoso foi atacado horas antes do Clássico-Rei entre ABC Futebol Clube e América Futebol Clube, no último domingo (24), por integrantes de uma torcida organizada, segundo informações e imagens divulgadas pelo perfil SOS Policial.

O episódio aconteceu na avenida Prudente de Morais, em Natal. Conforme o registro, os suspeitos estavam em um ônibus quando desceram rapidamente do veículo, correram em direção ao homem que caminhava pela calçada e iniciaram a agressão.

A cena foi filmada por uma pessoa que estava no estacionamento de um supermercado próximo e mostra o momento da ação, que passou a circular nas redes sociais.

Mossoró: expectativa e emoção marcam saída dos 20 alunos aprovados na segunda edição do “Partiu Brasil”

Wilson Moreno (Secom\PMM)
Wilson Moreno (Secom\PMM)

Vinte alunos da rede pública municipal de ensino de Mossoró com histórias e realidades diferentes se tornaram iguais ao vivenciarem a primeira oportunidade de conhecer outro estado, a primeira viagem de avião e o primeiro reconhecimento pelo esforço e dedicação na vida escolar.  Essa é a descrição dos 20 alunos da rede municipal de ensino que foram aprovados para realizarem a 2ª edição do programa “Partiu Brasil”.

A segunda viagem do programa, aconteceu neste domingo (24), quando os alunos seguiram de ônibus de Mossoró para o aeroporto de Fortaleza de onde partiram, às 12h55, de avião com destino a cidade de Brasília-DF, fazendo antes conexão em São Paulo-SP.

Momentos antes de saírem de Mossoró, a emoção tomou conta dos alunos, das mães e pais que foram acompanhar os filhos antes da viagem. “Estou com o coração apertado, só esperando ela voltar. Quando ela fez a inscrição nesse programa eu já sabia que ela passava”, relatou José de Arimateia de Oliveira, pai de Maria Luiza Pereira.

Ana Paula de Lima Costa mãe de Anaiza de Lima Silva diz estar com o coração apertado porque é a primeira vez que a filha vai viajar e ficar uma semana longe. “Muito feliz, muito orgulhosa e com o coração na mão. Ela nunca ficou um dia longe de mim e vai passar 7 dias. Mas estou muito orgulhosa de minha filha e muito agradecida à prefeitura”, comentou Ana Paula.

O programa “Partiu Brasil” além de proporcionar intercâmbio cultural aos alunos também despertou o sentimento de gratidão das mães e pais dos contemplados. “Eu estou me sentindo muito orgulhosa, muito feliz e muito grata, com coração ansioso, coração um pouquinho apertado, mamãe vai morrer de saudade, mas muito orgulhosa, pela experiência que ela vai poder viver”, declarou Késia Teixeira Izidro Silva mãe de Beatriz Teixeira Izidro Silva.

Nessa segunda edição do programa “Partiu Brasil” os 20 alunos viajaram acompanhados de monitores da Secretaria Municipal de Educação e do secretário municipal de educação Leonardo Dantas que ressaltou a importância do programa para os alunos. “Chegou o grande dia. Nós estamos aqui com os 20 alunos contemplados no Partiu Brasil, edição 2026. Esses alunos, como eu venho lembrando, são os melhores alunos da rede, eles têm frequência acima de 85%, nota média em todas as disciplinas acima de 7, e fizeram a prova do Partiu Brasil sendo os 20 primeiros colocados. Em poucos minutos, estaremos embarcando para Brasília, primeiro iremos para Fortaleza, de lá até São Paulo, e depois seguimos para Brasília. Passaremos sete dias lá e retornaremos no próximo sábado”, detalhou Leonardo Dantas.

Caminhoneiros levam caixão em protesto na BR-101, no RN

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Uma paralisação de caminhoneiros provocou lentidão e congestionamento na BR-101, em Parnamirim, no início da manhã desta segunda-feira (25). O protesto acontece no trecho norte da rodovia, na altura do km 781, e reúne motoristas de diversas empresas e também autônomos.

Os caminhoneiros estacionaram veículos nos dois sentidos da via e exibiram faixas em defesa das reivindicações da categoria. Durante a manifestação, um caixão foi colocado em cima de um caminhão como forma de protesto. O trânsito ficou bastante lento tanto no sentido Parnamirim/Natal quanto na via marginal da BR-101.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanha a mobilização e conseguiu liberar uma faixa em cada sentido da rodovia. No sentido oposto ao local da concentração principal, duas faixas seguem liberadas para o tráfego de veículos.

A categoria reivindica reajuste salarial. Segundo os caminhoneiros, na última semana houve uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), quando foi solicitado ao sindicato patronal um aumento de aproximadamente 16%. A proposta apresentada pelo setor patronal foi de 4,11%, o que gerou impasse nas negociações.

Diante da falta de acordo, foi decretado indicativo de greve. Em entendimento firmado com o TRT, ficou definida a manutenção de 40% dos serviços durante a paralisação. Estão garantidos os transportes de cargas vivas, medicamentos, oxigênio e insumos hospitalares.

O presidente do sindicato da categoria, Edson Negrão, participa de reuniões com representantes da Polícia Rodoviária Federal para buscar alternativas que melhorem o fluxo de veículos na região.

Motoristas que precisarem trafegar pela BR-101 em Parnamirim devem redobrar a atenção e, se possível, buscar rotas alternativas devido ao congestionamento registrado no local.

TV Câmara Parnamirim estreia podcast sobre o Maio Laranja em parceria com o Conselho Tutelar

TV Câmara Parnamirim estreia podcast sobre o Maio Laranja em parceria com o Conselho Tutelar

Neste mês de maio, a TV Câmara Parnamirim expande a grade com o lançamento de um podcast dedicado à campanha Maio Laranja. Desenvolvido em parceria com o Conselho Tutelar, o programa pretende fortalecer o movimento “Faça Bonito”, mobilizando a sociedade para discutir e denunciar casos de violência sexual contra crianças e adolescentes.

A série é composta por quatro episódios. No primeiro, a conselheira Cristiane Alves detalha o papel do Conselho Tutelar no enfrentamento à violência. Já o segundo episódio traz o relato de superação de uma vítima e aborda a importância da denúncia, além de contar com a participação da psicóloga Catarina Sales, idealizadora do projeto “Cacá na Prevenção”.

No terceiro episódio, a promotora Gerliana Rocha fala sobre a atuação do Judiciário na proteção das vítimas. Encerrando a série, a assistente social Renata Rocha apresenta o fluxo de atendimento do Programa Acolher que funciona na Maternidade Divino Amor, em Parnamirim.

A cada semana de maio, um novo episódio irá ao ar no canal 29.2 e também estará disponível no canal oficial da Câmara no YouTube.

Explosão em mina de carvão na China deixa dezenas de mortos e feridos

imagem aérea do local onde ocorreu a explosão na mina de carvão na China
Explosão em mina de carvão na china teria deixado pelo menos 90 mortos. (Foto: Reprodução/EFE/CCTV)

Uma explosão em uma mina de carvão na China deixou pelo menos 90 mortos. O acidente ocorreu na mina Liushenyu, na província de Shanxi, conforme informou a rede estatal de televisão CCTV. 

De acordo com a agência de notícias chinesa Xinhua divulgadas pela Agência EFE, cerca de 247 pessoas trabalhavam no local no momento da explosão. Na primeira contagem de mortos, divulgada na manhã deste sábado (23), autoridades locais teriam relatado oito. Além disso, equipes de resgate teriam retirado 201 pessoas com vida, enquanto 38 continuavam presas na mina. Porém, o número subiu para “mais de 50” e, na sequência, para 82. Autoridades chinesas informaram que as tarefas de resgate continuam.

O presidente da China, Xi Jinping, pediu que as busca fossem intensificadas, assim como o atendimento aos feridos, as investigações das causas do acidente e a apuração de responsabilidades. Uma pessoa responsável pela empresa proprietária da mina teria ficado “sob controle das autoridades”, informou a agência de notícias chinesa.

Vladimir Putin expressa condolências após explosão em mina de carvão  

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, expressou suas condolências a Jinping. “Estimado senhor presidente, querido amigo: peço que aceite minhas mais profundas condolências pelas trágicas consequências do acidente na mina de carvão da província de Shanxi”, diz o telegrama, publicado no site da Presidência russa.

Putin, que retornou recentemente de uma viagem de dois dias à China, também expressou seu pesar aos familiares dos mineradores mortos e desejou uma rápida recuperação aos feridos.

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Prefeita Jussara Sales e senador Styvenson Valentim inauguram novo Pelotão da PM e fortalecem a segurança pública em Extremoz

Extremoz viveu uma tarde histórica no último final de semana, com a inauguração do novo Pelotão da Polícia Militar do município, localizado na Rua Manuel Mascarenhas, no Conjunto Moinho dos Ventos. O que antes, para muitos, parecia apenas um sonho, tornou-se realidade graças à luta da prefeita Jussara Sales e à parceria com o mandato do senador Styvenson Valentim, autor da emenda parlamentar que garantiu os recursos necessários para a construção da nova sede da PM em Extremoz.

O investimento na obra foi de R$ 374.223,90, em uma área construída de 134,65 metros quadrados. A nova estrutura conta com recepção, refeitório, alojamentos, gabinete do comandante, sala administrativa, cozinha, banheiros e garagem para viaturas, oferecendo mais conforto, melhores condições de trabalho aos profissionais da segurança pública e um atendimento mais eficiente à população.

Mesmo não sendo uma responsabilidade direta do município, já que a Polícia Militar é vinculada ao Governo do Estado, a Prefeitura de Extremoz reconheceu a importância da iniciativa e, por meio do diálogo e da articulação política, buscou viabilizar esse importante investimento para a segurança e o bem-estar da população.

“Essa conquista garante mais conforto, dignidade e melhores condições de trabalho aos nossos policiais militares, que, pela primeira vez, contarão com uma estrutura própria para o exercício de suas funções no nosso município. Seguimos firmes, trabalhando todos os dias por uma cidade mais estruturada, segura e melhor para todos”, destacou a prefeita Jussara Sales.

O senador Styvenson Valentim afirmou que o seu mandato tem buscado contribuir com melhorias para o Rio Grande do Norte nas áreas da saúde, segurança, educação e infraestrutura. Segundo ele, a nova sede do Pelotão da Polícia Militar de Extremoz representa mais dignidade para os agentes de segurança, com um espaço confortável e bem estruturado para o desempenho de suas atividades.

Durante a agenda administrativa, a prefeita e o senador também visitaram ruas que estão sendo pavimentadas e as obras de conclusão da Unidade Básica de Saúde. Na oportunidade, o senador anunciou a liberação de recursos para a construção de uma usina de asfalto e reafirmou o compromisso com a construção do novo hospital, do pórtico da cidade e da urbanização da lagoa.

ABC 1 x 1 América-RN pela oitava rodada da Série D

Foto: Gabriel Leite/AFC

O clássico ABC x América-RN terminou empatado em 1 a 1 no último domingo (24), no Estádio Frasqueirão, em Natal, pela oitava rodada da Série D do Campeonato Brasileiro. O resultado manteve o Alvinegro na liderança do Grupo A8, agora com 17 pontos, enquanto o América-RN chegou aos 15 pontos e segue na perseguição direta ao rival estadual.

O ABC começou a partida mais organizado e conseguiu controlar boa parte das ações ofensivas durante o primeiro tempo. Além disso, o time comandado por Waguinho Dias aproveitou a pressão dentro da área adversária para abrir o placar ainda antes do intervalo.

O gol alvinegro saiu com Wellington Carvalho, que apareceu bem na área após lance ofensivo e balançou as redes no Frasqueirão.

Liderança segue com o ABC

Com o empate, o ABC permanece na liderança isolada do Grupo A8 da Série D com 17 pontos conquistados. O América-RN aparece logo atrás, com 15 pontos, mantendo a disputa aberta pelas primeiras colocações da chave.

Prefeitura lança programação do São João de Natal 2026 nesta segunda

Foto: Divulgação/Prefeitura.

A Prefeitura do Natal, através da Funcarte, vai apresentar nesta segunda-feira (25) a programação oficial do São João de Natal 2026.

O evento ocorrerá na Arena das Dunas, com os detalhes e ações previstas para o período junino na capital. O lançamento está marcado para as 11h.

No vídeo que anuncia o evento de lançamento, a comunicação da Prefeitura dá uma dica sobre atrações. “Eu só digo uma coisa a vocês: Natal vai tremer. Vai ter gente dormindo na praça, mas pensando bem, a pessoa decide se vai ou se fica por Natal”, diz a apresentadora.

Nos comentários, perfis dizem que a pista aponta para a banda Bruno e Marrone.

Tribuna do Norte.

Gurgel e o futuro que o Brasil preferiu não fabricar

COLUNA OPINIÃO] Gurgel e o futuro que o Brasil preferiu não fabricar | ECONOMIA | Mossoró Hoje - O portal de notícias de Mossoró

por Jean Paul Prates

A história de João Augusto Conrado do Amaral Gurgel deveria ser tratada como patrimônio estratégico brasileiro. Não apenas como nostalgia automobilística, nem como culto romântico ao inventor solitário. Gurgel representa uma pergunta incômoda que o Brasil evita responder há décadas: quantas vezes deixamos de construir soberania tecnológica porque nossas políticas públicas foram capturadas por interesses já estabelecidos?

Nos anos 1970, o Brasil estava diante de uma encruzilhada histórica. As crises do petróleo de 1973 e 1979 escancararam a vulnerabilidade energética de um país dependente de combustíveis importados. O mundo inteiro buscava alternativas. O Brasil tinha uma base hidrelétrica em expansão, uma indústria automobilística instalada, capacidade técnica em formação e um mercado urbano que poderia ter servido como laboratório para novas soluções de mobilidade. Foi nesse ambiente que a Gurgel apresentou, ainda em 1974, seu projeto elétrico urbano, o TU Elétrico, já associado à ideia de uma rede de recarga em Rio Claro, com pontos exclusivos de estacionamento e energia fornecida pela Cesp.

Era uma visão impressionantemente atual. Não era apenas um carro. Era um sistema: veículo pequeno, urbano, eficiente, adaptado à realidade das cidades médias brasileiras e conectado à infraestrutura elétrica. Depois viria o Itaipu E150, pequeno automóvel elétrico nacional, com carroceria de fibra de vidro, dimensões compactas e proposta claramente voltada ao uso urbano.

O Brasil, porém, fez outra escolha. Diante do choque externo do petróleo, preferiu adaptar o motor a combustão ao etanol. O Proálcool, criado em 1975, teve méritos importantes. Seria intelectualmente desonesto negar que o etanol reduziu a dependência de gasolina importada, criou escala industrial e consolidou uma competência brasileira real em biocombustíveis. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o programa permitiu uma economia energética equivalente a mais de 2,5 bilhões de barris de petróleo e cerca de 205 bilhões de dólares em importações de gasolina ao longo de cinco décadas.

O problema não foi ter apostado no etanol. O problema foi transformar essa aposta em quase destino único. O Brasil poderia ter feito as duas coisas: desenvolver biocombustíveis e, simultaneamente, iniciar uma política nacional de eletrificação veicular. Poderia ter usado a energia hidrelétrica, a engenharia nacional, a demanda urbana e as compras públicas para criar uma trajetória própria de veículos elétricos leves, ônibus elétricos, utilitários urbanos e infraestrutura de recarga. Preferiu a solução mais confortável para os atores mais poderosos da época: as montadoras globais, que continuaram vendendo motores a combustão adaptados, e o setor sucroalcooleiro, que ganhou uma nova base de demanda, incentivos e centralidade política.

Nessa decisão, ganharam os grupos já organizados. Perderam os consumidores, que ficaram dependentes de uma matriz veicular menos eficiente. Perdeu a indústria nacional de inovação, que não recebeu o tratamento estratégico que merecia. Perdeu o Estado brasileiro, que confundiu política energética com acomodação setorial. E perdeu o país, que deixou de começar cedo uma curva de aprendizagem tecnológica na eletromobilidade.

Gurgel não foi derrotado apenas por limitações técnicas. É verdade que as baterias da época eram pesadas, caras e limitadas. O Itaipu usava tecnologia de chumbo ácido, com autonomia e desempenho compatíveis com aquele estágio tecnológico, mas ainda distantes de uma massificação imediata. Mas nenhuma inovação nasce pronta. A indústria do petróleo, a aviação, a informática, a energia solar, a eólica e até o próprio etanol dependeram de escala, persistência, compras públicas, política industrial, financiamento e proteção temporária contra assimetrias de mercado.

O que faltou a Gurgel não foi apenas bateria. Faltou Estado estrategista. Faltou uma política industrial que distinguisse proteção ao futuro de proteção ao atraso. Faltou compreender que eletromobilidade não é assunto de montadora, é assunto de segurança energética, planejamento urbano, política ambiental, indústria, mineração, rede elétrica, tecnologia digital e balança comercial. Eletromobilidade é, sim, parte essencial da política energética de uma nação.

O boicote à inovação nem sempre aparece como ato explícito. Muitas vezes, ele se apresenta como indiferença. Como ausência de financiamento. Como falta de escala. Como desenho tributário assimétrico. Como compras públicas que ignoram o produto nacional. Como regulação que protege incumbentes e deixa o inovador sozinho diante de estruturas de mercado consolidadas. Gurgel enfrentou exatamente esse tipo de ambiente: um país que elogiava sua criatividade, mas não organizava as condições para que ela se convertesse em indústria.

Décadas depois, a ironia é dura. O mundo caminha para a eletrificação veicular não porque os interesses estabelecidos brasileiros se convenceram espontaneamente, mas porque a China transformou a eletromobilidade em projeto nacional, industrial, tecnológico e geopolítico. Em 2024, as vendas globais de carros elétricos superaram 17 milhões de unidades, com participação superior a 20% nas vendas mundiais. A China respondeu por mais de 11 milhões dessas vendas, com carros elétricos chegando a quase metade do mercado automotivo chinês.

A Agência Internacional de Energia registra ainda que, desde julho de 2024, as vendas mensais de carros elétricos na China passaram a superar as de veículos convencionais. O país deixou de tratar o carro elétrico como nicho ambiental e passou a tratá-lo como plataforma industrial. É exatamente isso que o Brasil não fez quando teve a chance de começar pequeno, aprender cedo e amadurecer com tecnologia própria.

Agora, o Brasil volta ao tema por pressão externa. A BYD iniciou a produção de veículo elétrico em Camaçari, na Bahia, e anunciou planos de montagem local em escala relevante. A Reuters registrou que a empresa chinesa mirava a montagem de cerca de 50 mil carros no Brasil em 2025. O fato é positivo, mas também revela a dimensão da oportunidade perdida: aquilo que poderíamos ter começado a desenvolver como estratégia nacional há meio século retorna agora como investimento estrangeiro, tecnologia estrangeira, cadeia global estrangeira e decisão empresarial tomada fora do Brasil.

A homenagem a Gurgel, portanto, não deve ser melancólica. Deve ser política, econômica e estratégica. Ele jamais teria, sozinho, o poder de alterar a lógica seletiva e autodefensiva das elites brasileiras. Sua tragédia não foi individual. Foi institucional. Um inventor pode antecipar o futuro, mas apenas um país organizado transforma futuro em indústria.

O Brasil precisa aprender essa lição antes que ela se repita em baterias, minerais críticos, hidrogênio, semicondutores, ônibus elétricos, redes inteligentes, armazenamento de energia, softwares de gestão de recarga e novos combustíveis. Política energética não pode ser decidida ao sabor do poder econômico de ocasião. Muito menos pode servir para preservar cartórios empresariais, reservas de mercado ineficientes e tecnologias que permanecem dominantes não porque são superiores, mas porque seus defensores são mais influentes.

Gurgel viu antes. O Brasil preferiu não enxergar. Agora, quando a China, os Estados Unidos, a Europa e outras economias reorganizam suas cadeias industriais em torno da eletrificação, já não se trata de escolher se o motor a combustão terá ou não seu ocaso nas próximas décadas. Ele terá. A questão é se o Brasil participará desse novo ciclo como protagonista, com engenharia, indústria, energia limpa e inteligência nacional, ou se continuará chegando atrasado às revoluções que um dia ajudou a imaginar.

Jean Paul Prates é presidente do Conselho Gestor do CERNE.org.br. Mestre em Política Energética e Gestão Ambiental pela Universidade da Pensilvânia e Mestre em Economia da Energia pela IFP School (Paris). Foi presidente da Petrobrás (2023–2024) e Senador da República (2019–2023).

Para conhecer a história de João Augusto Conrado do Amaral Gurgel de uma forma que você nunca ouviu antes, recomendo este vídeo-documentário:

Link: https://youtu.be/irsq9trC9_8?si=2i_JahpUBEXlKNVD

www.medium.com

Ex-prefeito e lideranças de Santa Cruz declaram apoio a Allyson Bezerra

O ex-prefeito de Santa Cruz Ivanildinho Ferreira, que esteve à frente do município por dois mandatos, declarou apoio à pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Rio Grande do Norte neste sábado, dia 23, em encontro político realizado no município. O ato reuniu lideranças locais e reforçou a expansão da base de apoio de Allyson na região, com adesões que ampliam o alcance da pré-campanha no Trairi.

Também declararam apoio ao pré-candidato o vereador Beto da Saúde, o vereador Tarcísio das Horteiras e o suplente Mailson. As adesões seguem a sequência de apoios que Allyson vem consolidando junto a lideranças políticas em diferentes regiões do Rio Grande do Norte, fortalecendo o projeto de governo que se apresenta como alternativa para o estado.

Menos jogador, mais time

Dr. Marcelo Alves Dias

Por Dr. Marcelo Alves Dias

Andei escrevendo, estes dias, sobre o nosso Supremo Tribunal Federal, mais especificamente sobre o modelo de escolha dos seus ministros. Continuarei aqui tratando da nossa mais badalada corte. Mas, como estamos nas vésperas da Copa do Mundo, tentarei abordar a coisa por meio de uma metáfora futebolística.

Sem querer agora inventar a bola, acho que deveríamos urgentemente exigir do nosso Supremo Tribunal Federal um comportamento mais coletivo (de time, portanto), sem que tenhamos de nos preocupar constantemente com as idiossincrasias de seus diversos jogadores (que, como quaisquer seres humanos, são dotados de algumas qualidades e de muitos defeitos).

É verdade que existem órgãos judiciais monocráticos (compostos por um único juiz), mas não é à toa que os tribunais supremos/constitucionais, mundo afora, são sempre órgãos colegiados (ou times, no jargão peladeiro). Há, sem dúvida, inúmeras razões históricas, políticas, filosóficas e psicológicas para essa colegialidade.

Uma delas é a “difusão de responsabilidades”, fundamental nos dias de hoje, quando parte da imprensa e as tais “redes sociais” querem pautar – para não dizer, direcionar – as decisões do Judiciário. Como registra Aroldo Rodrigues no livro clássico “Psicologia Social” (Editora Vozes, 1972), times tendem a tomar decisões que envolvam maior risco ou responsabilidade que indivíduos isoladamente. Times sentem-se menos pressionados ao tomar uma decisão arriscada – leia-se, aqui, impopular –, mas que trará maiores benefícios caso dê certo. A tendência é no sentido de enfrentar a turba em busca da decisão juridicamente correta, dividindo-se a responsabilidade pelo fracasso caso a decisão seja errônea.

Ademais, a colegialidade é um mecanismo que protege o indivíduo de suas idiossincrasias e daquilo que compõe o seu horizonte interpretativo pessoal. Mecanismo que funciona. Todos nós, e isso inclui tanto os jogadores como os juízes, temos preferências e valores diversos, e nossas decisões, para o bem ou para o mal, são afetadas por essas características herdadas ou adquiridas. As decisões tomadas no exercício da magistratura não fogem a esse contexto. Uma das virtudes da colegialidade, talvez a principal delas, é precisamente obrigar os juízes a controlar seus próprios juízos (sempre afetados por características herdadas ou adquiridas) em diálogos com juízos próprios (tomados anteriormente) e, sobretudo, alheios. Nesses diálogos colegiados, o juiz se torna mais independente de si mesmo e de suas próprias arbitrariedades.

A colegialidade também contribui para o aperfeiçoamento do processo decisório em si. Ela capacita os juízes a instigar a atuação de seus companheiros de time. Ela é, psicologicamente, um incentivo ao aperfeiçoamento do modo de decidir do juiz, já que os juízes, no debate de ideias, por saberem que suas posições irão ser objeto de escrutínio pelos pares, formulam-nas com maior cuidado e precisão. A colegialidade, assim, enseja um aprimoramento do resultado do trabalho decisório dos juízes e, consequentemente, um fortalecimento institucional do Poder Judiciário.

Por derradeiro, há a força em si das decisões colegiadas, sobretudo as tomadas por unanimidade. Quando uma corte/time decide um caso com base em regras e princípios colegiadamente debatidos, ela está, certamente, criando material precioso e raro, que, forjado na dialética, tende a ser sempre mais respeitado. Até porque as decisões colegiadas, representando não somente a experiência dos juízes, mas também seus diferentes talentos e perícia, refletem a sabedoria do tribunal/time como uma instituição que transcende o momento.

Dito e cumprido isso, teríamos mais estabilidade, previsibilidade, precisão, celeridade, igualdade e legitimidade na atuação do nosso Supremo Tribunal Federal. Não falaríamos mais em ministro/jogador da panelinha A ou B do STF. Seriam todos crias da seleção brasileira…

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República
Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

Patrícia Poeta grava em Genipabu e Pitangui e coloca Extremoz em destaque nacional na Globo

A apresentadora Patrícia Poeta escolheu as praias de Genipabu e Pitangui, no município de Extremoz, como alguns dos principais cenários para uma edição especial do programa Encontro com Patrícia Poeta, que será exibida nesta segunda-feira (25) pela TV Globo.

A gravação faz parte do projeto “Encontro pelo Brasil” e mostra para todo o país as belezas naturais, a cultura e os atrativos turísticos do litoral norte potiguar, reforçando o protagonismo de Extremoz como um dos destinos mais procurados do Rio Grande do Norte.

Nas gravações, Patrícia Poeta aparece passeando de buggy pelas dunas de Genipabu e Pitangui, visitando lagoas, praias e cenários paradisíacos que fazem parte do roteiro turístico de Extremoz. A apresentadora também interagiu com personagens tradicionais da região, como a conhecida “Tigresa Bugueira”, símbolo dos passeios turísticos nas dunas potiguares.

Além das paisagens naturais, o programa vai destacar a riqueza cultural da região, incluindo reportagens sobre as rendeiras da Vila de Ponta Negra, em Natal, e a tradição da renda de bilro. Outro ponto abordado será o Atol das Rocas, considerado o único atol da América do Sul.

A edição especial também irá explorar bastidores da novela A Nobreza do Amor, que teve cenas gravadas na capital potiguar e em áreas do litoral do Rio Grande do Norte.

Para Extremoz, a exposição em rede nacional representa mais uma vitrine importante para o fortalecimento do turismo local. Genipabu, cartão-postal internacionalmente conhecido, e Pitangui, com suas lagoas e dunas exuberantes, aparecem como símbolos do potencial turístico do município, que vem consolidando sua imagem como um dos principais destinos turísticos do Nordeste brasileiro.